Por João Pedro Alves e Greyson Assunção

Assim que os jogos da última rodada terminaram e ficou definido que Atlético e Paraná se enfrentam nas quartas de final do Campeonato Paranaense, surgiu a dúvida de onde a partida com mando rubro-negro seria disputada. A Vila Capanema seria a opção natural, mas foi descartada por uma questão contratual entre os rivais. O Ecoestádio Janguito Malucelli, então, apareceu como o local mais cotado.

(Foto: Divulgação/J.Malucelli)

Clássico no Ecoestádio depende de aval da PM (Foto: Divulgação/J.Malucelli)

O problema para o estádio localizado às margens da BR-277 receber um clássico como esse seria a segurança dos torcedores justamente pelo local ter um grande tráfego de veículos e também pela capacidade reduzida, de menos de 4 mil pessoas. Poderia ser um complicador, mas Helio Cury, presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), afirmou à Banda B que o confronto deve mesmo ser marcado para o Janguitão.

“Tem complicadores, mas não tem mistério. O Atlético está mandando seus jogos lá, só não está jogando na Libertadores no Ecoestádio. A princípio, não tem nenhum problema do clássico ser disputado lá”, afirmou Cury na noite deste domingo (9).

Essa posição do dirigente e da FPF, no entanto, não pode ser considerada definitiva porque o estádio precisa ser liberado pela Polícia Militar para que possa ser utilizado neste jogo diferente dos demais que o Atlético mandou lá neste ano.

A PM, por sua vez, adiantou em contato com a reportagem da Banda B que qualquer posicionamento só será tomado apenas depois que a Federação oficializar a partida para o Ecoestádio. Isso deve acontecer no início da semana, com a homologação dos jogos de ida das quartas de final do Paranaense.

O “não” da Vila

Pela estrutura e pelo Atlético a estar utilizando na Libertadores, a Vila Capanema logo surgiu como a grande opção para abrigar o clássico que deve ser disputado no próximo domingo (16). O que impediu que isso se concretizasse foi uma cláusula contratual do aluguel atleticano junto ao Paraná.

O veto acontece porque os torcedores do Furacão teriam que ocupar a maior parte do estádio, os setores em que normalmente ficam os paranistas. “O nosso contrato veta a possibilidade de jogo na Vila Capanema com mando invertido”, afirmou Celso Bittencourt, vice-presidente de futebol do Tricolor.