Estadão-6-6-3

Griezmann colocou a França nas quartas de final da Euro. (Reprodução/Twitter)

Griezmann colocou a França nas quartas de final da Euro. (Reprodução/Twitter)

Sete anos depois da polêmica classificação francesa à Copa do Mundo de 2010 graças a um gol que começou na mão de Henry, França e Irlanda voltaram a se encontrar neste domingo. E, assim como foi em 2009, os donos da casa levaram a melhor. Jogando em Lyon, os anfitriões da Eurocopa venceram por 2 a 1, de virada, em grande atuação de Griezmann, autor dos dois gols, e avançaram às quartas de final.

Primeira colocada no Grupo A, a França segue invicta na competição, com três vitórias e um empate, enquanto a Irlanda vai embora para casa com apenas uma vitória e três gols marcados Desta vez, sem motivos para reclamar da arbitragem. Duffy foi expulso aos 20 minutos do segundo tempo, é verdade, mas de forma justa. E o árbitro Nicola Rizzoli ainda marcou um pênalti para a Irlanda logo no primeiro minuto.

Buscando o tricampeonato, a França vai ao Stade de France para enfrentar, no domingo quem vem, o vencedor do duelo entre Inglaterra e Islândia. O duelo entre os dois rivais insulares acontece na segunda-feira.

O JOGO – Para Griezmann, a atuação de gala aconteceu em um palco especial. Ele é torcedor do Lyon e, quando jovem, tentou ingressar nas categorias de base do clube, sendo rejeitado. Morador de uma cidade próxima à fronteira, passou a frequentar a Espanha, onde foi revelado pela Real Sociedad. Hoje, é ídolo do Atlético de Madrid.

Com Benzema fora da Eurocopa por toda a polêmica com Balbuena, Griezmann divide o protagonismo da seleção com Pogba. O astro da Juventus, porém, começou mal a partida. Logo no primeiro minuto, atropelou Long dentro da área. Robbie Brady bateu o pênalti e fez 1 a 0 para a Irlanda.

Arma da França nessa Eurocopa, a torcida sentiu o golpe e não ajudou. A Irlanda fazia barulho dentro e fora de campo, exigindo Lloris num chute de Murphy aos 20 minutos. Até metade do primeiro tempo, os franceses ainda não haviam mostrado a que vieram. Até o intervalo, foram no total oito chutes a gol, nenhum muito perigoso.

O técnico Didier Deschamps resolveu mudar o time para o segundo tempo, com Coman no lugar de Kanté. A França melhorou bastante e passou a impor seu ritmo à partida, restando à Irlanda se defender.

O gol de empate saiu aos 12 minutos. Sagna cruzou e Griezmann cabeceou com estilo, no canto direito do goleiro. Quatro minutos depois, mais um. A marcação irlandesa foi toda em Giroud, que escorou para o meio e deixou Griezmann livre. O atacante pegou a bola na meia-lua e bateu na saída do goleiro para virar.

Ele ainda poderia ter feito o terceiro se Duffy não tivesse feito falta dura por trás, a meio metro da grande área, para impedir o gol e ser corretamente expulso. O próprio Griezmann bateu a falta, mas na barreira.

A Irlanda foi para o tudo ou nada e deu à França outras oportunidades de fazer mais um. Gignac mandou uma bola na trave e o próprio Griezmann perdeu duas chances claras, uma delas cara a cara com o goleiro. No fim, porém, ficou a sensação de que o resultado não só foi justo como poderia ter sido mais elástico.