O Atlético venceu o Iraty por 4 a 2, mas o placar não foi proporcional à apresentação do time em campo. Com um primeiro tempo sofrível, o Rubro-negro não conseguia chegar à meta do Azulão e foi para os vestiários com o peso de mais um jogo sem convencer. Na volta, porém, a história da partida foi outra e o Furacão mostrou força de reação para finalizar e marcar os gols da vitória.

“Eu acho que nós sofremos muito no primeiro tempo, que foi muito ruim. Erramos em todos os compartimentos: marcou mal, não evoluiu no meio, não criou. Quem tinha feito três defesas era meu goleiro, o goleiro adversário não fez nenhuma”, resumiu Geninho, destacando que, mesmo com a vitória, o time tem muito a melhorar.

Mudança de comportamento
No segundo tempo, as duas equipes voltaram afiadas e os goleiros tiveram trabalho para evitar os gols. Do lado atleticano, três dos quatro gols se enquadram na categoria golaços: Madson, Guerrón e Paulinho marcaram de fora da área, enquanto Nieto aproveitou confusão na zaga do Iraty para balançar as redes.

“O segundo tempo foi muito melhor, tivemos mais atitude, passamos a rodar a bola, arriscamos melhor o chute de fora”, analisou o treinador. “Ainda cometemos erros, mas não tantos. Melhoramos a ponto de fazer uma vitória surpreendente pelo número de gols, diante de tudo o que foi o primeiro tempo”, disse Geninho.

O time venceu, mas o treinador ainda não está plenamente satisfeito com a atuação do grupo. “Primeiro tempo era um time inseguro, que tinha medo de arriscar a jogada. Paulinho solto na esquerda e a bola não rodava. Isso vai naquilo que eu disse, de pressão, de insegurança, de medo de errar. Depois que marcamos o terceiro, o time jogou melhor”, ressaltou. “A tranquilidade vai ser fundamental pra que esse time volte a praticar um bom futebol”, acrescentou.

Para Jenison, os elogios
Aos 21 do segundo tempo, Geninho sacou Kleberson para a entrada de Jenison, de 19 anos. Mesmo jovem, o jogador entrou e não se intimidou com o panorama da partida. “O Jenison começou a pedir bola. Trabalhou bem, naquele momento o Nieto segurou o time deles lá atras. O bom de hoje foi que quem entrou, entrou bem. Depois quando a gente fez 2 a 1, por aquilo que só o futebol fez, quando eu fechei o time, fiz mais dois gols”, destacou Geninho.

“Jenison é um garoto, fez um treino comigo, esse menino eu conhecia desde o Sport, onde eu aprovei ele e o time não contratou. Ele veio pra cá e fez um jogo treino com o Paraná, puxei ele e o Edgar”, contou Geninho e emendou: “No futebol, tudo é chance. A gente tem que ir com muita calma, não podemos achar que ele vai ser a solução de todos os nossos problemas”, comentou.