Por Rodrigo Dornelles
O curitibano Dr. Raul Furlani atendeu na Vila Olímpica. (Arquivo Pessoal)

O curitibano Dr. Raul Furlani atendeu na Vila Olímpica. (Arquivo Pessoal)

Participar de uma Olimpíada é o ápice para qualquer atleta praticante de alguma modalidade olímpica. A maior competição esportiva do planeta é o máximo que se pode alcançar. E a experiência pode ser a realização de uma vida também para profissionais de outras funções ligadas aos Jogos. É o caso do curitibano Dr. Raul Rafael Furlani. O fisioterapeuta foi um dos selecionados como voluntário para atender atletas durante a competição, na Vila Olímpica. Dr. Furlani conta à Banda B como foi a experiência durante as duas semanas no Rio.

Foram cinco mil fisioterapeutas inscritos para serem voluntários na Olimpíada. Desses, 540 foram selecionados pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (Sonafe) para serem destinados a vários postos nos Jogos. O curitibano Dr. Raul Furlani foi um dos que teve a oportunidade de atender na policlínica instalada na Vila Olímpica.

Em duas semanas de jogos, Dr. Furlani conviveu com diversos atletas das mais variadas nacionalidades. Segundo ele, os países mais tradicionais levaram suas próprias equipes de fisioterapia, portanto, o mais recorrente na policlínica eram atletas de nacionalidades com delegações menores. E segundo ele houve recorde olímpico. “A policlínica da Rio 2016 bateu recorde de atendimento de todas as Olimpíadas, foram 952 atendimentos por dia, ultrapassou as expectativas e foi bem interessante”, destacou.

Dentre todos os atendimentos realizados por ele na Olimpíada, um o curitibano de 37 anos recorda com carinho. Foi o caso do egípcio Ragab Abdelhay, atleta do levantamento de peso que conseguiu sua melhor marca na carreira. “Houve um caso muito legal, estava atendendo um egípcio do levantamento de peso. Ele estava com um problema muito sério no cotovelo, estava há uma semana sem treinar e na semana seguinte seria a competição dele. Então a gente fez um tratamento intensivo, ele passou por uma ressonância, constatou-se um problema mais sério. Ele acabou ficando em quinto lugar na Olimpíada, voltou lá na clínica depois para agradecer o pessoal, postou no Facebook, então foi bem legal essa passagem”, contou o Dr. Raul Furlani.

 10 anos trabalhando com fisioterapia esportiva, Dr. Furlani integrou a equipe de fisioterapeutas do Coritiba durante oito anos. Na Olimpíada, ele diz ter vivido uma experiência única. “Não vou dizer que estou 100% realizado porquê a gente sempre quer conquistar mais coisas. Mas dentro do esporte, trabalhei no Coritiba oito anos, era um sonho trabalhar no esporte profissional em alto nível, e depois conseguir trabalhar em uma Olimpíada e no meu país ainda, para mim foi o ápice, uma experiência única. Voltei do Rio de Janeiro com uma sensação maravilhosa não só de dever cumprido, como de realização pessoal e profissional”, afirmou o curitibano.

Além do Dr. Raul Rafael Furlani, outros 19 fisioterapeutas paranaenses participaram da Olimpíada: Dr. Márcio Rogério de Oliveira; Dr. Gustavo Filoco de Rezende; Dr. Anderson Moreira Bernini; Dr. Marcelo Trigo Spinelli; Dr. Cesar Augusto Parreira; Dra. Patrícia Túlio; Dr. Diogo Silva Marques; Dra. Camile Ludovico Zamboti; Dr. Marcelo Yugi Doi; Dr. Diorgines Antunes da Silva; Dra. Vanessa Batista Santos; Dr. Leonardo Shigaki; Dra. Christiane Guerino Macedo; Dra. Mayara Fronczak Ferreira; Dr. Fernando Cassiolato de Freitas; Dr. Cassio Preis, Dra. Paula Renata Montovani; Dr. Eduardo Rossi Spartalis; e Dr. Murilo Rafael Gonçalves Moreira.