Por João Pedro Alves

O estádio São Januário, no Rio de Janeiro, foi um local onde Juninho Pernambucano fez grandes partidas e virou ídolo. Mas também foi o palco em que encerrou sua carreira como jogador. Na tarde desta segunda-feira (3), após 20 anos como profissional da bola, o “Reizinho” confirmou que está deixando os gramados com a camisa do Vasco da Gama, a que mais vestiu e a mesma com a qual se consolidou no futebol brasileiro na metade da década de 90 após ser revelado pelo Sport Recife.

Aos 39 anos, Juninho se mostrou bastante emocionado em deixar o futebol e foi às lágrimas em São Januário. A decisão de parar, revelou ele, estava tomada e a despedida deveria ter acontecido no fim de 2013 após sofrer com algumas lesões. No entanto, foi convencido a tentar jogar pelo menos mais um pouco neste início de ano e adiar o adeus. O que acabou não se realizando.

(Imagem: Reprodução/Terra)

Juninho se despediu do futebol com a camisa do Vasco (Imagem: Reprodução/Terra)

“Resolvi parar porque depois da última lesão eu tinha decidido parar. Me recuperei e fui convencido pelo Caetano (Rodrigo, diretor executivo de futebol) a fazer a pré-temporada para tentar voltar a jogar no Carioca, até pela possibilidade real de uma conquista de título para fechar minha carreira. Mas chegou a hora”, disse o agora ex-meia. “Se o Roberto (Dinamite) parou, o Romário e o Zico pararam, não teria como esse dia não chegar”, destacou.

A longa e vitoriosa carreira de Juninho teve início no Sport, onde estreou como profissional no fim de 1993 e se destacou. Do Recife, partiu para o Rio para fazer história: foi bicampeão Brasileiro (1997 e 2000), da Libertadores (1998), do Carioca (1998), do Rio-SP (1999) e da Copa Mercosul (2000). A Europa foi o destino óbvio, e lá não deixou por menos. No Lyon, da França, o Reizinho fez o clube se tornar um supercampeão com sete títulos nacionais consecutivos, entre 2002 e 2008.

O próximo desafio de Juninho, agora fora das quatro linhas, ainda não foi escolhido. Ele nunca escondeu que gostaria de se tornar treinador quando se aposentasse, mas também surgiu a oportunidade de ser comentarista televisivo durante a Copa do Mundo. Qualquer que seja a decisão, só será tomada após as merecidas férias.