O meia Alex, ex-jogador do Fenerbahçe, deu a sua coletiva de despedida nesta segunda-feira (08), e durou mais de 2 horas. Na entrevista, o jogador garantiu que quer jogar por mais dois anos mas ainda se diz muito triste pela saída do clube turco.

Segundo o camisa 10, a relação com o técnico Aykut Kocaman foi determinante para a saída do clube. “Nunca chorei tanto como nesta última semana”, disse Alex, ex-jogador do Coritiba, Palmeiras e Cruzeiro.

Agora, aos 35 anos, Alex não pensa em se aposentar, apesar de pessoas que o pressionam para parar. “Todo mundo me pressiona para que deixe o futebol, mas quero assinar com algum outro clube por dois anos. Jogarei mais dois anos e aí me aposentarei”, revelou Alex.

As críticas ao técnico foram duras durante a coletiva. “Aykut não comemorava com a gente depois de um gol, isso sempre me intrigava. Na última temporada, antes da final da Copa da Turquia, contra o Bursaspor, estávamos em má fase. Tínhamos perdido o campeonato para o Galatasaray em casa e estávamos prestes a jogar uma Copa que não tínhamos levantados em 30 anos. Como todos sabem nós derrotamos o Bursaspor, foi um dos dias mais felizes da minha vida. Aykut, porém, não comemorou com o time e não viajou com o elenco de volta a Istambul”, contou.

Apesar de ainda querer uma partida de despedida com a camisa do Fenerbahçe, Alex voltará ao Brasil em breve para dar uma coletiva para os jornalistas do país.

Os problemas, segunda Alex, começaram justamente quando o técnico foi contratado. “O problema começou quando Aykut Kocaman foi nomeado o treinador, tivemos muitas reuniões porém, mas nunca chegamos a um acordo já que nós pensamos o futebol de forma oposta. Acredito na busca de melhorar como equipe, se um jogador não melhorou depois de três temporadas há algum problema com o treinamento em algum ponto dessa linha. Falei com o Aykut sobre isso, ele discordou e disse algo ao longo desses pontos sobre a Turquia, que nós não treinamos para melhorar como jogador”, finalizou.