É fácil perceber que o Coritiba tem um elenco unido e que gosta de jogar junto de verdade. Não importa quem marca o gol, dá o passe ou faz a melhor jogada, o que importa é vencer e comemorar com o grupo todo. É por isso que todos formam a família coxa-branca, com o “paizão” Marcelo Oliveira e os atletas se tratando como irmãos.

“O que difere é a índole e caráter dos atletas escolhidos para jogar no Coritiba. A orientação diária, conversando sobre o quanto é importante o bom ambiente para exercer o trabalho e buscar os resultados. E vejo que se seguirmos assim e agregando algo mais, vamos buscar coisas importantes”, aponta o treinador.

E olha que o termo já pegou no Alto da Glória. A amizade é tão grande que os atletas fazem do ambiente de trabalho cada dia mais confortável e descontraído. E quem chega encontra sempre novos amigos e companheiros. “Essa amizade vem desde o ano passado, tivemos a permanência de vários jogadores e existe a união e respeito entre todos. Tem jogadores que estão há mais tempo, mas quem chega já pega um grupo bem receptivo”, conta o zagueiro Cleiton.

Marcelo Oliveira, como comandante desta família, sabe bem como conduzir o grupo nas mais diversas situações para manter esse clima difícil de se conseguir no futebol. “Tenho que valorizar, dar força e confiança a todos os jogadores de forma igual. Não só àqueles que estão jogando, mas àqueles que não estão nem no banco, porque com certeza vamos precisar deles no decorrer da temporada”.

Aliás, esse elenco do Coritiba, segundo o próprio treinador, não é um grupo. É uma equipe, e existe diferença. “Tem esse discurso diário, essa valorização não só de grupo, mas de equipe. A equipe é diferente de grupo, porque ela tem objetivos, se une e ajuda. Temos exercido bem isso e isso tem colaborado”, explica, acreditando que a união de todos tem ajudado a superar os desafios neste início de 2011.