No fim de 2009, o cenário não poderia ser mais desanimador para o Coritiba. Rebaixado no ano do seu centenário e punido judicialmente pela invasão de campo na derrota para o Fluminense, em 10 de dezembro de 2009, o time perdeu receita, sócios e, principalmente, credibilidade.

A vitória em campo vai além do troféu: passa pela retomada da confiança dos torcedores e pelo equilíbrio financeiro e chega à alegria em jogar futebol. O presidente do clube, Jair Cirino, dedicou o título à torcida coxa-branca, que acompanhou o time nos momentos difíceis. “Essa torcida tava muito sofrida, ela foi uma das grandes responsáveis pelo retorno do Coritiba para a primeira divisão”, afirmou, creditando à torcida o crescimento do grupo.

Já o vice-presidente, Vilson Ribeiro de Andrade, não quis assumir os méritos da conquista, mesmo sendo reconhecido como um dos principais articuladores da recuperação alviverde. “É uma alegria imensa, o mérito é dos jogadores, eu só fui um elemento dentro deesse projeto”, destacou.

O dirigente é empresário e, no dia seguinte à queda do Coxa, em 2009,, reuniu companheiros dispostos a investir no clube. “Eu nunca imaginei isso. Nunca fui do futebol e estou realizado. Valeu a pena!”, frisou, enquanto cumprimentava a torcida na festa do clube no Couto Pereira.