A média de jogo do Coritiba não deixa dúvidas quanto à necessidade de preparo físico dos atletas. Já são 20 partidas em um período de 70 dias, o que siginifica uma média de 1 jogo a cada 3 dias. O desgaste é natural, mas não parece prejudicar as atuações do Verdão na temporada. Com ou sem o time titular, o Coxa ainda não perdeu e já mantém uma invencibilidade recorde no Paranaense. Se de um lado o técnico Marcelo Oliveira não deve contar com os principais nomes da equipe, de outro sabe que as soluções vem do banco de reservas e de um time bem montado para a temporada.

“Ficamos tristes com as contusões, mas é por isso que temos um elenco forte, para suprir as ausências. Quem entrar tem que manter o ritmo e é o que vem acontecendo”, disse o artilheiro do campeonato, Davi. Anderson Aquino, que marcou dois dos quatro gols da vitória sore o Azulão sabe que as lesões preocupam, mas acredita na força do elenco. “Isso acontece no futebol e é por isso que temos um elenco forte, para ter peças de reposição à altura”, frisou o jogador.

Marcelo Oliveira foi mais enfático. Para o treinador as lesões são provocadas pelo grande número de jogos em pouco tempo, fruto de um calendário pesado para os jogadores brasileiros. “Deveria preocupar quem comanda o futebol brasileiro para ter um calendário mais humano. Certamente isso vai acontecer, principalmente em um time que se expõe, se doa muito e quer vencer. Vamos fazer de tudo possível para minimizar esse tipo de coisa”, expôs o treinador.

Mesmo com ausências importantes, o fato a ser comemorado é a fácil reposição do elenco. A qualidade técnica e tática é evidente e entrosamento não é problema para o time alviverde. “Temos um elenco bom, equilibrado e de jogadores que podem substituir. A gente tem muitas partidas e exigimos uma marcação forte, muita movimentação, por isso conquistamos tão bons resultados. Mas isso tem um preço, um ou outro atleta tem um desgaste maior”, finalizou o técnico.