Com a terceira melhor defesa do returno do Paranaense ao lado do Cianorte, o Atlético tem nos seus defensores uma das esperanças de recuperação no segundo turno do estadual. Em seis partidas, foram sete gols sofridos em uma média de 1,16, número menor que a média de tentos contra no primeiro turno: 1,63 por jogo. Se a estatística é pequena, a vontade de aproveitar a semana a mais para treinar e entrar em campo 100% é grande.

O récem contratado Dalton dá o panorama do que é atuar pelo Atlético na temporada. Com o time em formação, poucos nomes são considerados titulares absolutos e, com isso, os reservas sempre têm chance de atuar. “Acho que ninguém pode se considerar titular no momento, mas a gente tem que matar um leão por dia pra manter a posição”, afirmou o zagueiro, que pretende usar a semana “livre” para aprimorar ainda mais a parte física.

A eliminação antecipada do Paulista, o time fica sem jogar nesse meio de semana e deve intensificar os trabalhos físicos. “A gente pode corrigir os erros que vem cometendo e melhorar a parte técnica e física. Temos uma semana cheia pra poder recuperar o tempo perdido, porque são muitos jogos e a gente não tem uma sequência de treinos boa”, reclamou o goleiro Renan Rocha.

Caras novas no Clássico
No domingo, Dalton e o goleiro devem estar em campo para fazer o clássico com o Paraná. Renan, que defendia a base do Rubro-negro, destaca as principais diferenças entre o desafio disputado nos juniores e no time principal. “A semana fica mais agitada e a cobrança é maior por ter torcida assistindo o jogo, a imprensa toda em cima. Na base não tem nada disso. A pressão de vencer o clássico te dá uma moral maior nos dois”, analisou o goleiro atleticano.

Já para Dalton, estreante no clássico, a hora é de pensar nos pequenos detalhes, para tentar surpreender o Paraná em casa. “Clássico é resolvido em detalhe, não tem essa de vantagem. Temos que ficar atentos os 90 minutos pra errar o mínimo possível e sair com a vitória”, finalizou o defensor.