O calendário marcava 23 de abril e o placar denunciava um incômodo e insuficiente empate em 2 a 2. Com esses atributos, o Paraná Clube assinou o pior episódio de sua breve história ao ser rebaixado para a Série Prata do Campeonato Paranaense em plena Vila Capanema. O trágico descenso começou a ser escrito por um jogador que, de carrasco, passou a principal nome no setor de criação do time tricolor. Welington participou do Balanço Esportivo desta quinta-feira (21) e, respondendo às perguntas dos ouvintes, falou mais sobre as expectativas para a nova versão que o Paraná Clube pretende escrever na Série B.

“O nosso ambiente é o melhor possível, muita alegria e muito trabalho. É só continuar assim porque estamos indo bem no campeonato. A gente queria entrosar o time o mais rápido possível e a nossa equipe já tem uma cara, o torcedor vai ao estádio e vê um time guerreiro”, frisou o jogador, ao destacar que se identificou com o Tricolor. “Me sinto em casa no Paraná, estou muito feliz. Me identifiquei com a camisa, com os torcedores e vamos ter um final de ano muito bom”, disse o jogador, que, sem procurador, acha interessante a possibilidade de ter seu passe vinculado ao Tricolor.

Os primeiros toques na bola foram dados no PSTC, em Londrina. Welington também teve uma breve passagem pelo Atlético em 1998, com vínculo até o ano passado. No Furacão, o meia não teve muitas oportunidades, sendo aproveitado somente como segundo volante. O futebol de Welington também o levou até o nordeste do Brasil. Página virada, o meia sabe do referencial que representa entre os comandados de Roberto Fonseca. Desde que chegou ao clube, não ficou nenhuma partida de fora. Contra o Criciúma, será poupado: tudo para que a lesão que sentiu não se agrave mais e o retorno seja o mais tranquilo possível. “Eu fiz muitos jogos no ano e estou sentindo uma sobrecarga agora, mas a recuperação vai ser bem feita e espero voltar contra a Ponte Preta”, garantiu o maestro tricolor.

Com objetivo certo, time e torcida têm protagonizado uma mobilização há muito tempo não vista na Vila Capanema. No quadro de associados, os números traduzem o que o torcedor já tem como principal meta para 2011: os 6.500 sócios querem a Série A e nenhuma recordação do que foi o início da temporada. “O Paraná tá bem servido de jogadores. Com esse elenco tenho certeza que vamos chegar. Estamos no caminho certo”, avaliou Welington que pede a força que vem das arquibancadas. “O torcedor confiante consegue passar energia para a gente dentro de campo”, finalizou o meia.