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O Coritiba conquistou o tricampeonato paranaense ao bater o rival Atlético por 5 a 4 na disputa de pênaltis. Guerrón foi o único a errar uma cobrança, a quarta feita pelo Furacão, defendida por Vanderlei com os pés. Éverton Ribeiro cobrou o pênalti decisivo e fez o Couto Pereira explodir em alegria pelo terceiro ano consecutivo. É o 36º título estadual do Coxa. No tempo normal, empate sem gols em partida onde as duas defesas predominaram sobre os ataques. Há uma semana, na Vila Capanema, o empate havia sido em 2 a 2.

Na quarta-feira (16), os dois times voltam a entrar em campo, pelas quartas de final da Copa do Brasil. O Rubro-negro recebe o Palmeiras, na Vila Capanamema, e o Alviverde viaja para enfrentar o Vitória, no Barradão.

Primeiro tempo nervoso e sem gols

Tendo a volta de Rafinha, Marcelo Oliveira escalou o meia juntamente com Éverton Ribeiro na armação das jogadas para os atacantes Anderson Aquino e Roberto. Do outro lado, Carrasco optou por povoar o meio-campo com Deivid, Renan Teixeira, Zezinho e Paulo Baier. Na frente, a dupla era formada por Guerrón e Edigar Júnio.

As primeiras chances do Coritiba, que conseguia controlar mais a posse de bola, foram pelo alto, em cabeçadas de Demerson e Lucas Mendes. O Atlético tentava distribuir as jogadas ofensivas pelos lados do campo, mas pecava na ligação entre meio e ataque.

Aos 22 minutos, Tcheco sentiu uma lesão e deu lugar a Djair, não sem antes protestar contra uma possível falta de fair play de Zezinho, que deu continuidade a um lance quando o capitão coxa-branca estava caído no gramado.

Com dificuldades para achar espaços, os jogadores das duas equipes pareciam nervosos. Diferente da primeira final, a partida era amarrada. Em um momento de exceção no final do primeiro tempo, Guerrón teve o caminho livre para chutar, mas parou em Vanderlei. Ainda deu tempo para mais uma discussão envolvendo outra possível falta de fair play, desta vez por parte de Gil, que acabou punido com o amarelo.

Defesas predominam e jogo não sai do zero

O Furacão voltou com Alan Bahia no lugar de Renan Teixeira, enquanto no Coxa Éverton Costa substituiu Anderson Aquino. O que não mudou foi o nervosismo dos jogadores, deixando o jogo cada vez mais tenso. Preocupado com a melhora do Alviverde, que ganhou mais dinâmica com a substituição, Carrasco colocou Ligüera no lugar de Paulo Baier.

Rafinha e Éverton Ribeiro arriscaram de longe, mas não chegaram a dar muito trabalho para Rodolfo. Pouco depois, o primeiro, que teve uma atuação apagada, saiu para a entrada de Lincoln. Aos 29 minutos, ele colocou cobrança de falta na cabeça de Éverton Costa, que obrigou o goleiro atleticano a espalmar para escanteio.

O Atletiba ganhou ares dramáticos, especialmente nos dez últimos minutos. O Coritiba tentava pressionar, mas o Atlético se defendia com eficiência. Porém, o contra-ataque rubro-negro praticamente não existia. Com 90 minutos de predomínio das defesas e 0 a 0 no placar, a decisão foi para a disputa de pênaltis.

Guerrón para em Vanderlei e Éverton Ribeiro decide o título para o Coxa

A disputa começou com um gol chorado de Alan Bahia, após Vanderlei tocar na bola e ela entrar do lado oposto. Lincoln, Deivid, Roberto, Zezinho e Júnior Urso fizeram, mas na quarta cobrança Vanderlei defendeu com os pés a batida de Guerrón. Na sequência, Éverton Costa e Ligüera acertaram. A responsabilidade de decidir ficou para Éverton Ribeiro, que viu a bola bater na trave antes de entrar e dar o tricampeonato para o Coxa.

FICHA TÉCNICA

Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR).
Data: 13/05/2012.
Horário: 15h50.
Árbitro: Adriano Milczvski.
Assistentes: Roberto Braatz e Bruno Boschilla.
Cartões amarelos: Júnior Urso, Gil, Éverton Costa, Éverton Ribeiro, Djair (Coritiba); Héracles, Zezinho, Deivid, Rodolfo, Guerrón (Atlético).
Público pagante: 23.605.
Público total:26.229.
Renda: R$ 563.772,00.

Coritiba:Vanderlei; Gil, Demerson, Emerson e Lucas Mendes; Júnior Urso, Tcheco (Djair), Rafinha (Lincoln) e Éverton Ribeiro; Roberto e Anderson Aquino (Éverton Costa).

Técnico: Marcelo Oliveira.

Atlético: Rodolfo; Cleberson, Manoel, Renan Foguinho e Bruno Costa (Héracles); Deivid, Renan Teixeira (Alan Bahia), Zezinho e Paulo Baier (Ligüera); Guerrón e Edigar Júnio.

Técnico: Juan Ramón Carrasco.