Por João Pedro Alves

Já faz quase um mês daquele caso de racismo que envolveu o volante Tinga, do Cruzeiro, em um jogo da Copa Libertadores contra o Real Garcilaso, mas ainda nenhuma punição foi dada aos torcedores envolvidos ou ao clube peruano. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), no entanto, promete que alguma definição será tomada até esta sexta-feira (14).

Essa expectativa se deve a uma audiência por videoconferência que será realizada nesta quinta-feira (13). Dois membros da corte do Tribunal de Disciplina da Conmebol irão analisar o ocorrido e darão um veredito sobre esses atos que aconteceram no estádio Huancayo. Os responsáveis pela decisão final são o colombiano Orlando Morales e o boliviano Alberto Lozada.

Pelo Código Disciplinar da Conmebol, qualquer ato preconceituoso pode render até a exclusão da Libertadores ao clube envolvido. Pelo histórico de punições da entidade, porém, a tendência é que o Real Garcilaso receba apenas uma multa e tenha que jogar algumas partidas da competição com os portões fechados.

Esse quase um mês de demora para que alguma medida seja tomada acontece pela investigação que está sendo feita. O que dificulta o trabalho é o fato do árbitro da partida não ter identificado nenhuma ofensa da torcida peruana e, consequentemente, não relatou nada em súmula.

No entanto, pelas imagens da transmissão claramente pode se detectar o teor racista das manifestações. A cada vez que Tinga pegava na bola durante a derrota da Raposa por 2 a 1, os torcedores do Garcilaso imitaram sons de macaco nas arquibancadas.