Por Pedro Melo 

Weverton e Alisson foram os únicos goleiros que estiveram em todas as convocações de Tite. (Pedro Martins/Mowa Press/CBF)

Goleiro costuma de ser um dos poucos jogadores a entrarem em campo quase todas as partidas durante a temporada para não perder ritmo, porém, na Europa é comum o esquema de revezamento e não é diferente da Roma, da Itália. Com isso, o titular da seleção brasileira, Alisson, vem jogando apenas na Copa da Itália e na Liga Europa.

Alisson entrou em campo apenas 11 vezes, sendo três pela Copa da Itália, onde a Roma jogou com time reserva nas duas primeiras fases que disputou, e mais oito pela Liga Europa. Porém, o titular da posição nas 27 rodadas até o momento do Campeonato Italiano foi o polonês Szczesny, que deixou o brasileiro no banco de reservas.

O camisa 1 da seleção brasileira lamentou, em novembro do ano passado, não ser muito aproveito pelo técnico Luciano Spaletti, mas destacou o trabalho feito durante os treinamentos. “Eu gostaria de estar jogando todos os jogos, pode ter certeza disso, vou trabalhar para isso. Os poucos que estou jogando, estou me dedicando ao máximo. Dentro de campo, me sinto confiante. Nos treinamentos, também me sinto confiante. Acho que é mais importante do que ter os números de jogos”, afirmou, na ocasião.

Mesmo com a confiança de Taffarel, campeão do mundo em 1994 e atual preparador de goleiros do Brasil, Alisson não é unanimidade entre os brasileiros para ser o titular absoluto da posição. Com isso, Weverton, do Atlético, surge como opção para ficar com a camisa 1. O capitão atleticano foi um dos herois da medalha de ouro olímpico e agradou ao treinador Tite no amistoso solidário contra a Colômbia.

Agora, os dois ganharam um novo concorrente para a posição: Éderson, de 23 anos, que desbancou o experiente Júlio César no gol do Benfica e foi chamado pela primeira vez para a seleção brasileira.