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Uma das figuras mais controversas do Paraná Clube se emocionou ao falar, neste sábado, depois da vitória tricolor no encerramento do Campeonato Paranaense, que marcou o rebaixamento do Tricolor à Série Prata. Em meio às lágrimas, o vice-presidente de futebol, Paulo César Silva, o Paulão, apontou o que já não é novidade para nenhum torcedor: as dificuldades financeiras de um clube que vem sofrendo com as más administrações ao longo dos anos. (Ouça a entrevista completa no áudio acima)

Monique Vilela
Torcedor se desespera ao ver o time rebaixado para a Série Prata

“Eu amo esse Tricolor. Desculpe torcedor, as dificuldades do Paraná são muito grandes, e viemos caindo há muito tempo”, frisou, garantindo que se envergonha pelos atrasos nos salários e por ter acreditado em falsas promessas de ex-presidentes. No caminho que promete ser de bastante dificuldades, Paulão convoca a ajuda dos torcedores e do que ele denominou verdadeiros paranistas. “O Paraná é maior que todos nós, esse amor que nos une é indescritível. Essa paixão a gente só vai perder quando morrer”.

Com o afastamento de Aquilino Romani da presidência tricolor, Aramis Tissot chega com a missão de juntar os cacos de um clube sofrível financeiramente e desgastado em campo. “Ele vem pra reestabelecer a credibilidade desse clube junto com a diretoria”, garantiu Paulão. “Faltou dinheiro, faltou presença do diretor, mas como é que vc vai cobrar se você atrasa o salário dele dois meses?”, questionou, ainda com relação aos laços de credibilidade quebrados, com torcida e, principalmente, com os funcionários do clube.

Sucessão de erros

Paulão é enfático ao dizer que o seu único erro foi ter mantido silêncio. Segundo o dirigente, a baixa qualidade do time era fato conhecido. “Quando a equipe foi montada em janeiro, eu disse em uma reunião: com esse time, o Paraná cai”, expôs. “Eu não tenho a caneta na mão, eu não comando. Vice-presidente não manda no clube”, justificou-se.

O dirigente garantiu que, caso a situação financeira do time não mude, o Paraná deve lutar para não cair para a Série C do Brasileiro. “É fácil me chutar agora, mas agora é hora de união. deixar a vaidade e o preconceito de lado”, disse. “Nós estamos pagando pelo passado. Os ex-dirigentes do clube devem estar tomando seu whisky vendo o paraná nessa situação”, alfinetou.