Por João Pedro Alves e Juliano Cunha

EDIÇÃO 01

Na metade de 2013 a possibilidade da desativação do Autódromo Internacional de Curitiba (AIC), em Pinhais, veio à tona e chocou o cenário do automobilismo paranaense. O assunto perdeu força nos últimos meses, mas a chance da venda da área para que um empreendimento imobiliário fosse levantado no local continua firme e forte. Tanto que a Federação Paranaense de Automobilismo (FPRA) já estuda algumas opções para construir um novo autódromo próximo à capital.

Essa possível mudança de casa do automobilismo curitibano a partir de 2015, quando se encerra o contrato de arrendamento da área em que o autódromo está instalado, foi confirmada por Rubens Gatti, presidente da FPRA, em entrevista ao programa Acelera Banda B que estreou neste domingo (9) na Rádio Banda B (ouça-o na íntegra no ícone no topo da página).

(Foto: Divulgação/AIC)

Federação já estuda como substituir possível perda do autódromo de Curitiba (Foto: Divulgação/AIC)

“Se perdemos esse autódromo, vamos tentar conseguir uma nova praça na região de Curitiba com algum grupo de empresários ou com o próprio Governo do Estado em função da importância do automobilismo no Paraná”, explicou Gatti. “Talvez não muito próximo do centro, mas em um raio entre 30 e 50 km de Curitiba a gente consegue uma área viável, que não tenha um custo muito alto”, completou.

A Federação não abre mão de continuar com um autódromo em Curitiba, mesmo com outros dois em Cascavel e Londrina. No entanto, no caso do fechamento da pista de Pinhais, existe a possibilidade de outra ser construída em Foz do Iguaçu como reposição. “Se perdermos, já temos projetos embrionários em Foz”, disse.

Ao menos por enquanto, a situação do Autódromo Internacional de Curitiba segue indefinida e sem prazo para que seu futuro seja decidido. A torcida é para que o estado não perca a principal praça automobilística que tem desde 1967, assim como aconteceu recentemente com o Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

“Os proprietários têm um apelo muito grande pelo automobilismo, então não vão se desfazer daquilo a não ser que seja por um valor altamente compensador. Torcemos para que isso demore para que possamos manter o autódromo pelo maior tempo possível”, finalizou Rubens Gatti.

Representantes do AIC negam venda

Apesar da própria Federação Paranaense de Automobilismo considerar como grande a possibilidade de venda, a posição oficial dos gestores do Autódromo Internacional de Curitiba é que, no momento, não existem outros planos para a área do complexo automobilístico.

“Sabemos que a área do AIC sofreu uma valorização muito grande nos últimos anos e que possíveis interessados do setor imobiliário teriam interesse em outros projetos naquele local. O AIC é de propriedade privada e portanto passa por estratégias e conceitos empresariais. Se eventualmente acontecer uma proposta concreta, seremos os primeiros a divulgar a notícia”, afirmou Jauneval de Oms, presidente do autódromo, em nota.