Por Rodrigo Dornelles com informações de Felipe Dalke
Emanuel minimiza os problemas às vésperas da competição. (Felipe Dalke/ Banda B)

Emanuel minimiza os problemas às vésperas da competição. (Felipe Dalke/ Banda B)

O revezamento da tocha olímpica para os Jogos Rio 2016 chega a Curitiba. E um nome em especial chama a atenção por carregar a tocha no desfile. O campeão olímpico no vôlei de praia, Emanuel, fala com exclusividade à Banda B sobre a emoção de participar do revezamento em sua cidade natal. O ex-atleta ainda minimiza os transtornos vividos no país por conta da preparação para a competição.

São cinco Olimpíadas no currículo, Atlanta 1996, Sidney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012. Um ouro (2004), uma prata (2012) e um bronze (2008) no peito. Mas desta vez, Emanuel não estará nas areias buscando uma nova medalha.

“Eu sou muito otimista, acredito que tudo que realizei como atleta eu consegui chegar no meu ápice. Foram 25 anos de sucesso, talvez jogar a última Olimpíada no Rio seria o glamour, mas entendo que tenho outras maneiras de ajudar. Minha Olimpíada agora é fazer parte do revezamento, também ser comentarista no vôlei de praia, mostrar o meu esporte para os brasileiros. É outra missão, fico triste por não estar jogando, mas fico feliz por poder contribuir de outra forma”, comentou Emanuel.

Em casa, Emanuel não esconde a emoção de poder participar da cerimônia em sua cidade natal e agradece a oportunidade. “Primeiro por ser curitibano, segundo por adorar meu estado do Paraná, e também tem muito envolvimento em Olimpíada, para mim isso é uma honra. Essa na realidade é a segunda tocha que estou carregando, tive a oportunidade de carregar em Buenos Aires durante a Olimpíada em Pequim, quando foi a única cidade que recebeu o revezamento na América do Sul. Uma segunda vez na minha cidade, isso é uma honra, agradeço muito os patrocinadores por terem trazido para Curitiba essa oportunidade”, afirmou o ex-jogador de vôlei de praia.

As Olimpíadas no Brasil, no entanto, geram alguns transtornos neste momento para o país e a cidade do Rio de Janeiro. Muitos protestos da população podem ser vistos em cada lugar em que a tocha olímpica passa. O ex-atleta minimiza esses transtornos e garante que em outras edições os problemas também existiram.

“Já participei de outras edições, de cinco Olimpíadas, participando, e sei que todos os comitês, cidades, países têm dificuldades nesse momento final. É um momento que todo o foco da mídia está no Brasil então todo detalhes aparece para fora. Lembro bem que em Pequim muitas das arenas não estavam prontas a 20 dias da competição. Eles tinha problema com poluição, tiveram que pedir no dia primeiro de maio para pararem as fábricas durante um tempo para diminuir a poluição. Em Londres teve dificuldade em relação às áreas em que foram construídas estruturas especiais de treinamento, a comunidade reclamou muito sobre isso, então acontece em todas Olimpíadas. Em 1996, em Atlanta, a arena do vôlei de praia era tão longe que a gente nem sabia aonde era. Não é só no Brasil que essas coisas acontecem, a gente tem que ter paciência”, disse Emanuel.

Quanto aos investimentos nas modalidades olímpicas e no esporte em geral no país, Emanuel entende que sediar os Jogos é um passo importante e que um processo de educação no esporte brasileiro já iniciou. “É tudo um processo, o esporte por si só demonstra. Você tem que ter uma categoria de base, depois outra maior até chegar no profissional. Isso está acontecendo no Brasil com o esporte como educação. Estamos endo educados a sere esportivamente melhores. A cada Olimpíada que passamos vamos melhorando, é um processo que não tem como acelerar. Uma coisa que deu um ganho nessa evolução foi trazer a Olimpíada para cá. Muitos esportes tiveram um processo de evolução e acho que nos próximos Jogos vamos ter o entendimento perfeito dessa aceleração que foi ter Olimpíada no Brasil”, declarou o curitibano.