Contratação já fez o Boa Esporte perder quatro patrocinadores. (Divulgação/Boa Esporte)

A campanha online contra as empresas que patrocinavam o Boa causou resultado. Nesta segunda-feira, após patrocinadores menores já terem abandonado o clube em consequência da contratação do goleiro Bruno, também o principal investidor do time de Varginha, o Grupo Gois & Silva, tomou o mesmo caminho.

Proprietário da empresa, Rafael Góis Silva Xavier havia afirmado no fim de semana que manteria o patrocínio apesar das críticas recebidas pela empresa nas redes sociais. Nesta segunda-feira, porém, diretores do grupo se reuniram com dirigentes do Boa e oficializaram o fim do patrocínio.

Em comunicado, o Grupo Gois & Silva disse que pediu ao Boa que “reavaliasse sua posição” sobre a contratação de Bruno “em virtude do forte apelo social”, mas não foi atendido. “Diante da decisão de manter a contratação do goleiro Bruno, o Grupo Gois & Silva reitera sua posição e anuncia oficialmente que não é mais patrocinador do clube de Varginha”, diz comunicado da empresa.

A holding ainda pede, na nota, que o Boa deixe de exibir as marcas pertencentes à Gois & Silva – Grupo Gois, Dengue Control e Fazendo Ouro Velho – das camisetas, das redes sociais e todos os demais canais de comunicação do Boa.

Desde a contratação de Bruno, anunciada na noite de sexta-feira, o Boa já havia perdido outros três apoiadores menores: a Nutrends Nutrition, do ramo de suplementação nutricional, a clínica cardiológica CardioCenter e a Magsul, clínica de ressonância magnética.

Agora, resta a decisão da Kanxa, empresa que fornece os materiais esportivos do Boa, atual campeão da Série C do Campeonato Brasileiro. O time de sul de Minas Gerais disputa também a segunda divisão estadual.

Bruno estava preso desde 2010, acusado pelo assassinato de sua ex-amante, Eliza Samudio. Em 2013, ele foi condenado a 22 anos e 3 meses pelo sequestro, assassinato e ocultação de cadáver de Eliza, mas, como não teve seu recurso julgado desde então, conseguiu sua liberdade provisória no dia 24 de fevereiro, por decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Superior Tribunal Federal (STF).