Por Pedro Melo 

Bernardinho admitiu que não tem pressa para tomar a decisão de continuar ou não como técnico do Brasil. (Divulgação/Atlético)

Bernardinho admitiu que não tem pressa para tomar a decisão de continuar ou não como técnico do Brasil. (Divulgação/Atlético)

Foram quatro ciclos olímpicos e dezenas de títulos pela seleção masculina de vôlei, sendo que o último foi a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O técnico Bernardinho dedicou seus últimos 15 anos da carreira ao Brasil e ainda não tomou a decisão de continuará a frente do projeto.

Para Bernardinho, o mais importante é que o trabalho na seleção brasileira continue sendo executado com sucesso. “Falam-se muito de pessoas. O importante não é o Bernardinho e sim, uma geração. A minha preocupação é com o projeto para que o Brasil continue com condições de brigar pela medalha e temos um grupo semipronto”, comentou.

Mesmo sem a definição se ficará até a Olimpíada de Tóquio, em 2020, o técnico já conversou com os jovens atletas e pediu para todos pensarem desde já no próximo ciclo olímpico. “Para alguns daqui o ciclo já começou e alguns rapazes como Lucarelli, Douglas Maurício Borges e Maurício Souza já precisam estar pensando e cada dia é um dia a menos para Tóquio. Eles não precisam desmobilizar e independente de eu estar ou não, eu trabalho neste sentido que o ciclo já comecei. Nós somos a caça, então, precisamos continuar trabalhando para continuar conquistando medalhas”, afirmou.

Bernardinho ainda explicou que não tem pressa para tomar a decisão de permanecer na seleção. “Não tem pressa. Vamos continuar trabalhando pelo voleibol, na segunda volto para o trabalho no Rexona e vamos definir com calma se vou continuar como técnico principal. O projeto em si já estamos trabalhando diariamente e vou tomar a decisão com calma. As coisas estão frescas ainda e vamos fazer tudo correto. O projeto é o mais importante”, disse.

Além da seleção brasileira, Bernardinho também é técnico do time feminino do Rio de Janeiro. Em entrevista recente, o levantador Bruninho, que também é filho do treinador, pediu para o pai ficar em apenas um projeto. “Essa loucura de fazer Rexona, time masculino e feminino não dá. Isso é uma coisa que eu falo como filho. Já tem uma idade que ele tem que aproveitar um pouco mais a vida e não ficar só trabalhando”, ressaltou.