unnamed

Apesar de estar um tanto ausente do blog nos últimos tempos, não posso deixar de me manifestar neste momento que a arbitragem brasileira está cada vez mais capenga. A complicação da marcação do impedimento no FlaFlu desencadeou uma situação bizarra que já vivemos há um tempo, que é a cara de pau das pessoas, a falta de ética da maioria envolvida.

No Brasil, o erro a favor do seu time é justo e o erro contra é motivo de indignação, até mesmo com pedidos de cancelamento de jogos, repreensão contra arbitragem e entrevistas coletivas falando sobre benefícios ao rival.

2288634_640x360A verdade é que o Brasil, digo especificamente sobre o futebol, precisa de um banho de ética. Em 2002, quando eu tinha 10 anos, eu já podia ver o Rivaldo levar uma bolada no joelho e cair com a mão no rosto como se tivesse atingido. Hoje, o problema é ainda pior, porque qualquer toque, os jogadores caem como se tivessem levado um tiro ou uma facada.

Ontem assisti um lance em que William, do Internacional, fez uma falta em Bolaños, do Grêmio, o árbitro marca e eles meio que se embolam, com o gremista jogando o braço pra trás e raspando com as mãos perto da barriga de William, que cai no chão rolando, como se tivesse precisando ir para o hospital e é isso que me indigna.

Outro exemplo foi a expulsão do Kléber. Não vou entrar no mérito se ele xingou o árbitro ou o companheiro João Paulo, mas na coletiva em que ele concedeu após a partida, o Gladiador afirmou que Pierre, volante do Flu, chegou para ele e disse que sabia que ele não tinha xingado o árbitro. Quando cheguei em casa, revi o lance e no momento da expulsão, Wellington Silva não acredita na cor do cartão, assim como Kléber, mas Pierre é o primeiro a chegar perto do árbitro balançando a cabeça afirmativamente e batendo palma. Onde está a lógica nisso?

No FlaFlu que citei, o zagueiro Henrique, que fez o gol impedido, foi para a coletiva reclamar do gol anulado. Pergunto mais uma vez: onde está a lógica nisso?

Há alguns dias atrás recebi uma mensagem de um ouvinte, no programa Jornal da Bola, que falava que o futebol brasileiro precisa de um banho de ética, desde o gandula até o presidente da CBF. Eu assino embaixo.