Exatos 60 dias separam o Atlético da lembrança de sua última vitória, ainda no Campeonato Paranaense, contra o Rio Branco, em Paranaguá. Na ocasião, o time ainda comandado por Adílson Batista, bateu o Leão da Estradinha por 3 a 1 e, de lá, pra cá, amargou seis derrotas nas nove partidas que disputou entre Brasileirão e Copa do Brasil. A má fase fica ainda mais evidente quando o assunto é gol: nos últimos dois meses, o Atlético teve que buscar a bola no fundo das redes 17 vezes enquanto balançou a meta adversária em apenas oito oportunidades.

Se comparados aos campanha de 2006, considerada a de pior desempenho do Atlético na história dos pontos corridos, os números de 2011 são soberanos e ditam o tom de crise já instaurado no time da Baixada. Há cinco anos, foram oito partidas e em seis delas o Furacão não conseguiu vencer. No Brasileirão desse ano, já são nove jogos e em sete oportunidades, o Rubro-negro saiu de campo derrotado.

Ataque que não funciona e falhas que comprometem a defesa. O discurso dos jogadores já não é suficiente pra alavancar a esperança da torcida e a palavra pressão já é presença constante no cotidiano rubo-negro. “A cobrança existe entre nós, torcida. Todos têm de cobrar. É difícil até ficar falando, a gente tem de agir”, disse o goleiro Márcio, abatido após a derrota por 3 a 1 para o Fluminense nesta quinta-feira. “É complicado, é difícil, mas temos que sair dessa situação. Tem de ser na próxima partida. Era pra ser hoje, não foi”, apontou o jogador, ao criticar o ataque quase inoperante do Atlético, com apenas dois gols nesse Nacional.