Cinco derrotas em seis rodadas. Para o Atlético, a dura realidade entrou sem pedir licença: o time segue sem vencer no Campeonato Brasileiro e, com apenas um gol marcado, amarga o posto de pior ataque da competição. Em plena Arena da Baixada, o time rubro-negro pecou nas finalizações e deu espaço ao ataque veloz do Bahia, que venceu por 2 a 0. Marcone balançou as redes aos 20 do segundo tempo e Lulinha ampliou aos 42, para oficializar a má fase do Furacão. O Rubro-negro amarga a penúltima posição, com apenas um ponto conquistado.

Na próxima quinta-feira (30), o Atlético vai ao Rio de Janeiro para enfrentar o Fluminense, às 21h, pela sétima rodada do Brasileirão.

Erros de finalização

A pressão pela vitória combinada à forte marcação imposta pelo Bahia complicaram a vida do Furacão nos minutos iniciais de partida. De volta ao time titular, Paulo Baier ditou o ritmo na meia-cancha e foi responsável por boa jogada, aos 10 minutos. O Bahia também assustou pouco depois, com Titi, que aproveitou a sobra, mas carimbou a trave de Márcio, que ficou com a bola.

Valquir Aureliano
Argentino Nieto sofreu com a forte marcação do Bahia

O ataque atleticano sofria com a marcação individual e errava muitos passes. Mesmo assim, o Furacão teve nova oportunidade na tabela precisa entre Madson e Paulo Baier. O maestro recebeu na cara do gol, mas mandou por cima e desperdiçou um gol feito. Após a boa jogada individual de Jobson pelo Bahia, Paulo Baier teve duas grandes chances de abrir o placar em jogadas de falta: em uma, a bola triscou no travessão e, caprichosamente, saiu pela linha de fundo; na outra, o goleiro Marcelo Lomba praticou uma linda defesa na bola que tinha destino certo.

Vexame na Arena

As duas equipes voltaram diferentes no segundo tempo. Do lado atleticano, o volante Kléberson entrou no lugar de Fabrício; o técnico René Simões sacou Ávine para a entrada de Marcos. A tônica que ditou o primeiro tempo não abandonou o Furacão na etapa complementar: as chances eram boas, mas o poder de finalização comprometia o resultado na Arena. Em menos de dois minutos, Madson teve duas grandes oportunidades, mas a pontaria não estava ao lado do jogador.

A saída de Paulo Baier para a entrada de Branquinho aconteceu pouco antes de o Bahia abrir o placar e jogar um balde de água fria no time de Adílson Batista. Marcone apostou na individualidade e chutou rasteiro de fora da área para fazer 1 a 0. O Furacão não desistiu e teve em Madson o principal armador das jogadas após a saída de Baier. O esforço, porém, esbarrou na técnica e, no fim da partida, Lulinha ainda teve tempo de aproveitar uma falha da defesa e, de frente pro gol, chutar na saída de Márcio. Essa foi a quinta derrota do Furacão no Campeonato Brasileiro.

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