Após fraturar a coluna cervical em um choque com a líbero Fabi, a ponteira Jaqueline concedeu uma entrevista coletiva, nesta terça-feira, em que falou sobre a lesão, o tempo em que terá que ficar sem jogar vôlei e os planos para o futuro de sua carreira. Utilizando um colar no pescoço, a atleta se emocionou ao agradecer o apoio de fãs, familiares e companheiras de Seleção, além de prometer uma nova volta por cima.

“A palavra exata é força. Aprendi isso desde a minha infância, com minha família. Passamos por diversas dificuldades e conseguimos reverter. Mas uma coisa que vou conseguir é mostrar para as pessoas que não se pode desistir jamais. Sou lutadora. Como gosto de dizer, sou brasileira e não desisto nunca. Vou fazer de tudo para me recuperar rapidamente. Vocês podem ter certeza de que eu vou voltar dando show”, disse Jaqueline.

Entre lágrimas, a atleta falou sobre o momento do choque com Fabi. Jaqueline chegou a desmaiar e ao acordar, disse não conseguir mexer braços e pernas. “Na hora do choque, foi uma sensação que nunca tinha sentido. Fiquei com o corpo dormente. Quando eu acordei e vi que as pessoas estavam preocupadas, fiquei mais nervosa. Minha preocupação maior foi por não sentir tão bem as pernas e os braços, por causa do formigamento. Mas fui me tranquilizando. Não me faltou nada nesse momento e isso me deixou muito bem. Estou super tranquila. Quero passar para minha família que estou bem”, completou.

Jaqueline deve ficar entre quatro e seis semanas com um colar no pescoço, mas ainda não tem previsão de um retorno às quadras. “Primeira etapa, com colar, vai ser de quatro a seis semanas. Nesse tipo de trauma, não tem uma data fixa. Pode ser que volte antes, talvez depois. Esse ano ela volta a jogar, com certeza. Mas, nessas semanas, ela tem de ficar de repouso, sem atividades físicas. Ela, como atleta, vai ter uma recuperação mais rápida, mas não temos prazo. Mas o colar é o que ela tem de usar para se recuperar direitinho e por completo. Ela está se adaptando muito bem. Mas é inconveniente, incomoda”, explicou o médico da Seleção Brasileira,Júlio Nardelli.