A Geral do Grêmio seguirá comemorando com a avalanche cada gol marcado pelo time. O espaço que abriga seus quase 3 mil componentes também não será interditado.

A proibição formal de comparecer ao Olímpico por tempo indeterminado valerá somente para os 21 torcedores cadastrados na polícia, apontados como as maiores lideranças dessa torcida organizada.

Outras decisões

* Os dez torcedores da Geral, identificados na tentativa de invasão do Juizado Especial Criminal, no Gre-Nal de domingo (28) ficam impedidos por três meses de entrar no estádio. Também precisarão comparecer à 2ª DP em dias de jogos, ali permanecendo durante o desenvolvimento de cada partida.

* Instrumentos musicais e faixas também não poderão ser levados ao estádio.

* Torcedores com camisas ou bonés que lembrem a Geral serão igualmente barrados.

* Nos portões do Estádio Olímpico haverá a listagem com as fotos dos torcedores cadastrados para que sejam reconhecidos, caso tentem ingressar. No total são cerca de 50 pessoas que estão impedidas de ingressar no estádio.

* Prosseguem as ações penais contra dois integrantes da Geral do Grêmio denunciados por tentativa de homicídio, rixa, ameaças e lesões corporais.

Ministério Público insatisfeito

O conjunto de decisões desagradou a promotora Sônia Corrêa Mensch. Desde ontem, ela reúne provas para ingressar com uma ação que considera“mais forte contra a torcida”.Não descarta, também, acionar o próprio Grêmio. “As ações tinham que ser mais drásticas e severas. O Ministério Público não vai presenciar invasão de uma repartição pública e não tomar nenhuma medida” – diz ela.

O juiz Marco Aurélio Martins Xavier, do Juizado Especial Criminal, vê a questão de maneira diferente:“Não podemos proibir o acesso de todos sob pena de punir quem não integra a Geral”.Foi dele a decisão de não interditar o espaço ocupado pela Geral, onde acontece a tradicional“avalanche”,sempre que o Grêmio marca um gol.