A terça olímpica foi sem medalhas. Bateu na trave com o judô feminino, que perdeu o bronze na última luta. Perdemos nas duplas de voleibol masculino, mas no feminino atropelamos. Bruno Soares e Marcelo Melo, nossa dupla no tênis masculino foi derrotada pelos romenos e deram adeus a uma medalha que parecia certa. Nas quadras, o handebol masculino perdeu a primeira. Mas o vôlei masculino venceu mais uma e o basquete masculino venceu de forma épica a Espanha, por um ponto, nos últimos segundos. E as meninas do futebol empataram por 0 a 0 com a África do Sul e garantiram a classificação em primeiro no seu grupo.

Meninas do futebol garantem a ponta

O técnico Vadão, do futebol feminino, decidiu poupar sete atletas para a partida de ontem, contra a África do Sul, em Manaus. Marta e Formiga ficaram no banco. Com a classificação definida (o primeiro lugar era praticamente certo também) o Brasil pode poupar suas principais jogadoras para as quartas de final de sexta-feira. Marta só jogou o segundo tempo.
Mesmo com a equipe mista foi o Brasil quem mandou no jogo. Criou boas oportunidades, mas não consegui vencer a boa goleira africana. Agora encara a Austrália pelas quartas de final. Mais um jogo para entrar de fato na disputa das medalhas. Tá bonito.

Basquete masculino fez o povo chorar

A cinco segundos do fim o Brasil perdia por um ponto para a Espanha. Marcelinho Huertas arremessou e deu rebote. Marquinhos conseguiu o rebote e colocou o Brasil um ponto a frente. Defesa forte e a Espanha errou. Vitória emocionante que fez atletas, torcedores, narradores e comentaristas chorarem na Arena.
Com o resultado, o sonho de medalhas continua vivo. Precisamos classificar até a terceira posição do grupo, para fugirmos do confronto com o imbatível Dream Team dos Estados Unidos, nas quartas de final. E aí, fazer outro joga da vida, como ontem, e chegar nas semifinais. Difícil, mas não impossível.

Futebol da piazada tem a última chance

Hoje, as 22h, em Salvador, os guris do Brasil entram em campo para encarar a Dinamarca, atual líder do grupo. É a última chance de classificação. Uma vitória provavelmente nos garantirá o primeiro lugar. Um empate com gols ainda pode nos classificar em segundo. Mas a derrota será fatal.
O sonho do ouro continua vivo. Mas cabe ao Brasil “estrear” de fato nos Jogos. Até agora não fizemos gol, não jogamos nada, não fomos equipe. Cabe a Neymar e sua turma mostrarem um jogo mais organizado e equilibrado, pois assim a individualidade pode aparecer. O jogo individual já mostrou-se ineficaz.