Foi dada a largada dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Festa de abertura deslumbrante e inesquecível, recheada de emoção, simplicidade e beleza. Primeira medalha – prata no tiro – já no primeiro dia; judô não conseguiu pódio nas categorias mais leves; natação classificou dois atletas para as finais dos 100m nado de peito; nas modalidades coletivas a mulherada arrebentou: vôlei de praia e de quadra, handebol e futebol, passaram o rodo nas adversárias.

Futebol brasileiro é o das meninas

O time feminino de futebol do Brasil, comandado pelo competente Vadão, despachou a Suécia, por 5 a 0, em Brasília, na noite de ontem. Comandadas pela solidária Marta (que marcou duas vezes), as meninas fizeram um jogo perfeito. Defenderam, armaram e atacaram com desenvoltura, priorizando o talento e a objetividade. E teve espaço para grandes jogadas, belos dribles e muita transpiração.

Beatriz, duas vezes, e Cristiane, completaram o placar. A nota triste ficou com a lesão da artilheira das Olimpíadas, Cristiane, que sentiu uma fisgada no músculo posterior da coxa, e pode desfalcar a equipe por um bom tempo. Tomara que possa ainda voltar durante os Jogos Olímpicos, pois é fundamental no esquema brasileiro. Confesso que me emocionei vendo a apresentação maravilhosa. Sou um grande admirador e defensor do futebol feminino, inexplicavelmente desprezado por dirigentes, patrocinadores, e até por parte dos torcedores brasileiros.
A exibição da equipe feminina mostra o futebol que um dia já foi o modelo praticado pelos homens. Arte, velocidade, talento, dedicação, coisas que parecem ter se afastado do futebol da gurizada. Quem sabe essa atuação das meninas não desperte na rapaziada o desejo de jogar esse futebol. Hoje à noite o masculino enfrenta o Iraque e precisa vencer.

Festa de abertura encantou

Se existia alguma apreensão sobre o espetáculo de abertura preparado pelos organizadores, essa desapareceu já nos primeiros instantes da apresentação. Beleza, simplicidade, originalidade e criatividade fora a tônica dessa abertura.
Muito alavancada na riqueza musical do nosso povo, o show de tecnologia misturada com a garra e inventividade de nossa gente fez o público do Maracanã explodir. Poucas vezes se viu uma participação tão intensa e empolgada da galera num evento de abertura de Jogos. Foi um delírio só.
O momento mágico do acender da pira olímpica foi emocionante. Guga entrou no estádio com e um sorriso maior que ele, e a emoção do manezinho da Ilha transbordou e fez todos chorarem. De Guga. A tocha foi passada para a Rainha Hortência, que levou-a até o pé da escada que levava à pira. E ali estava o paranaense Vanderlei Cordeiro de Lima, que foi quem de fato acendeu a pira. Emoção pura, e justa homenagem a esse herói olímpico, bronze na Maratona.
Os Jogos estão demais. E tem muita coisa ainda por vir. Segue o baile.