Iniesta anunciou saída do time catalão após 22 anos (Divulgação/FC Barcelona)

Adjetivos e comparações não faltam para definir Andrés Iniesta. Gênio e maestro são dois deles que se encaixam perfeitamente, assim como seus passes magistrais que tantas defesas desconcertaram.

Iniesta é um jogador detalhista e perfeccionista, em que 99,9% sempre foi pouco para a elaboração de suas jogadas. Consegue, ao mesmo tempo, ser o ponto de equilíbrio e desequilíbrio, desafiando todas as possibilidades para chegar à perfeição.

Se um time de futebol pudesse ser representado pelo corpo humano, Iniesta seria o cérebro. Por mais que outros órgãos pudessem ter maior importância aos olhos dos outros, sem ele nada seria possível. Sem Iniesta, o “organismo” Barcelona e Espanha jamais funcionariam.

A ciência deveria explicar o garoto Fuentealbilla, pois ele sempre ousou a desafiá-la constantemente em sua carreira.

Seus dribles desmoralizaram, mesmo que a intenção não fosse o menosprezo. Mas, no fundo, sorte daqueles que um dia poderão contar aos seus filhos que um dia foram entortados por um dos maiores atletas que o planeta já viu.

A estética de seus lances contemplaram sempre o verdadeiro significado de “futebol arte”. Pois, a plasticidade de uma obra de arte tem o mesmo peso de seus passes milimétricos, dribles magníficos e poder de criar jogadas deslumbrantes.

A precisão de Iniesta pode ser comparada a de uma calculadora. Seus cálculos engenhosos resultaram em títulos importantes para seu clube e o mais importante da história de seu país.

Ingrato do futebol que não o contemplou com o prêmio de melhor jogador do mundo. Mas não tem problema, pois Iniesta contemplou o mundo com o seu melhor futebol.

A maestria do espanhol tem uma pitada exagerada de genialidade. Inteligência essa que o coloca no patamar de grandes ícones.

Ouso dizer, sem exagero algum, que se Albert Einstein fosse jogador de futebol, sem dúvida alguma ele se chamaria Andrés Iniesta.