Alguns assuntos estouraram no final de semana e apesar de ter achado lastimável a situação entre Neymar e Cavani (pior ainda o Daniel Alves), que está se estendendo até demais, não posso deixar de falar sobre o comportamento de Jô e da hipocrisia geral que está sendo criada com o gol de mão do atacante corinthiano na vitória pelo placar mínimo contra o Vasco.

Jô errou ao dizer que não sabia onde tocou, após o jogo, e também errou ao dizer hoje que se tivesse convicção no momento teria realmente falado que tinha sido com a mão para que o gol fosse anulado. Não sejamos hipócritas: quem, na situação dele, diria? E outra, falar depois do que aconteceu e que não tem mais volta é bem cômodo, não é?

Se você está começando a compactuar com todos os jogadores de seus times que estão dando declarações por aí de que “o árbitro é quem tem que ver” e coisas como “o jogador quer ganhar, eu não sei se diria no lugar do Jô”, reflita mais um pouquinho.

Muitas vezes a mudança vem de dentro para fora, como em situações de brigas em que os jogadores em tese deveriam dar o exemplo no campo para que as mesmas fossem evitadas nas arquibancadas. Será que nessa situação, não deveria ser ao contrário? A mudança não deveria ser de fora para dentro? A educação do país é precária e sem querer questionar o caráter de alguém, o jeitinho brasileiro e a vontade de ganhar independente de como está dentro de (quase) todos.

Na Alemanha, Timo Werner é uma das grandes promessas para o ataque da atual campeã do mundo e mesmo assim é vaiado em praticamente todos os estádios que atua pois cavou um pênalti na competição nacional, atuando pelo RB Leipzig e essa tentativa de ludibriar um árbitro – como acontece em TODOS os jogos no Brasil – é um pecado capital em um lugar em que a educação é forte.

Pensem um pouco. Tá todo mundo indignado por ter sido o Corinthians, não é? Mas e o torcedor do Corinthians? Tá indignado? E se acontecesse com o seu time, você estaria indignado?