Uma das coisas que mais se discute no Brasil – quando o assunto é futebol – é a preferência pelos campeonatos de mata-mata ou pontos corridos e geralmente chega-se à concordância de que a fórmula atual é mais do que justa, com um campeonato nacional disputado durante todo o ano em pontos corridos e alguns torneios em mata-mata como a Copa do Brasil, a Sul-Americana e a Libertadores.

O futebol brasileiro nesta temporada está um pouco diferente e geralmente ganha quem joga feio, quem joga se defendendo e dando a bola para o adversário, que terá a posse por 70% do jogo e uma hora ou outra – por insuficiência técnica, erro individual ou qualquer outra coisa – vai errar, dando condição a quem está praticando este futebol feio que disse fazer um gol e matar o jogo, geralmente o visitante.

E eu tô escrevendo sobre isso justamente pela discussão do “mata-mata x pontos corridos”, pois quanto mais importante/decisivo é o jogo que o time está envolvido, mais ele vai se preocupar em se defender e não tomar gol do que sair para o jogo e tentar marcar. No Brasil, o time só vai sair para o jogo no desespero estando atrás do placar e precisando reverter – principalmente no jogo de volta – como foi com o Palmeiras na Libertadores, enfrentando o Barcelona de Guayaquil.

Os jogos envolvendo o Botafogo em mata-mata tem sido pavorosos. As duas semifinais contra o Flamengo na Copa do Brasil foram jogos horrendos e o jogo de ontem, contra o Grêmio pela Libertadores foi fraquíssimo com o time carioca boa parte do tempo dominado na meia-cancha pelo excelente Arthur.

O nivelamento por baixo, infelizmente, é real até porque as equipes entram em campo para não perder. Esperto é quem entende que quanto menos errar mais vai vencer e não por mérito próprio, mas por demérito do adversário que uma hora ou outra vai errar e vai dar brecha. O Corinthians, líder do campeonato, ganhou o turno com extrema facilidade exatamente dessa forma.