O que você ouve? Duas palavras totalmente diferentes e que pessoas escutam – com clareza – Yanny ou Laurel. O áudio foi compartilhado no Twitter na noite desta segunda-feira (14) e a polêmica já é comparada ao  vestido branco/dourado ou preto/azul. Confira a gravação:

 

 

Na Gaúcha ZH, o professor de audição e neurologia cognitiva da Universidade de Maastricht, Lars Riecke, conta que o segredo do áudio se refere à frequência. Em entrevista ao site The Verge, ele conta que a frequência de Yanny é maior que a de Laurel e que isso pode gerar oscilações na hora de ouvir a gravação, pois depende do aparelho que o executa.

Além disso, segundo Riecke, adultos mais velhos tendem a começar a perder sua capacidade ouvir frequências mais altas, que explica a possibilidade de entender melhor a palavra “Laurel”. Uma criança de oito anos, no caso, consegue entender “Yanny” mais firmemente, por ser uma frequência mais baixa.

Outro ponto importante também se refere ao equipamento do usuário: se você remover todas as baixas frequências, é possível entender “Yanny”; ao deletar as frequências mais altas, o “Laurel” fica mais perceptível.

Por fim, existe um elemento que interfere em todas as questões: a palavra que você deseja ouvir, ou seja, o seu cérebro. De acordo com o estudioso, “tudo que o você escuta — tudo mesmo — é moldado de acordo com experiências anteriores”.