Redação com informações do G1 e Fantástico

Victor em entrevista ao Fantástico – Reprodução

O cantor Victor, da dupla Victor & Leo, negou neste domingo (26), em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, ter agredido a mulher, Poliana Bagatini Chaves, de 29 anos. “Absolutamente, eu nunca agredi ninguém na minha vida.”

Foi a primeira vez que ele falou sobre o caso, que teve reviravoltas e novas versões desde que veio à tona, na sexta-feira. Muitas dúvidas ainda estão no ar. Victor é jurado do programa ‘The Voice Kids’, da TV Globo. Na edição deste domingo, o apresentador André Marques anunciou que o cantor pediu para sair do programa.

A entrevista de Victor foi no aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, no fim da tarde. O cantor Victor estava com a mulher, Poliana, a filha do casal e os pais dela num hangar particular. O cantor pediu que fossem registradas apenas imagens da família de costas. Disse que era para preservá-los.

“A única coisa que eu posso dizer é que a minha família é meu bem maior e que toda a minha postura sempre foi de preservar a família. Eu vou continuar fazendo isso. Toda essa exposição me pegou de surpresa. Eu jamais agrediria alguém na minha vida, muito menos minha esposa, que está grávida do João. A minha postura vai ser continuar preservando a família e me preservando de toda uma exposição altamente negativa e com a qual eu vou lidar em recolhimento com a minha família.” (Victor Chaves)

Na sexta-feira, Poliana, que está grávida, Poliana registrou queixa contra o marido por agressão.Ela acusou Victor de agredi-la com chutes durante uma discussão.

A agressão teria ocorrido no bairro Luxemburgo, onde o casal tem um apartamento. Poliana contou à polícia que o cantor a agrediu com chutes durante uma discussão. Segundo o boletim de ocorrência, Poliana conseguiu sair de casa com a ajuda de uma vizinha que ouviu a briga.

A mulher do cantor afirmou no boletim que, enquanto estava na delegacia, continuava recebendo ameaças da irmã de Victor, por mensagens eletrônicas. A mulher saiu da Delegacia da Mulher para fazer o exame de corpo de delito, mas não apareceu no IML

No sábado (25), Poliana Chaves voltou à Delegacia de Mulheres. Foi ouvida e encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), onde fez o exame de corpo de delito. Mas os resultados não foram divulgados.

Victor e Poliana

Outra versão

A mãe de Victor também prestou queixa na polícia e deu outra versão, segundo reportagem do Fantástico. No boletim de ocorrência, registrado na sexta-feira, Marisa Chaves, de 65 anos, disse que, por volta das 11h30, Poliana tocou a campainha e, quando a irmã de Victor atendeu a porta, a nora entrou no apartamento dela transtornada e, de forma agressiva, fez ameaças, falou palavrões e quebrou vários objetos.

Marisa afirmou aos policiais que tentava acalmar Poliana, quando Victor chegou ao apartamento, e que Poliana disse que iria buscar a filha de um ano para irem embora. Segundo Marisa Chaves, diante da ameaça feita por Poliana, Victor segurou o braço dela, e pediu que se acalmasse.

Marisa afirmou que Poliana se atirou no chão chorando e se debatendo e que, depois, acompanhou Poliana até o apartamento dela, porque temia que a nora fizesse uma besteira. E que Poliana pegou a filha, desceu as escadas e entrou na casa de uma vizinha.

Carta de Poliana

Neste domingo, no perfil de uma rede social, a mulher de Victor publicou uma carta. Poliana Chaves afirmou que houve um grande desentendimento familiar que a abalou profundamente. Disse que não tem parentes nem amigos em Belo Horizonte, que teve uma discussão com a sogra e que Victor não a apoiou e tentou contê-la. E achou que na polícia se sentiria amparada.

Afirmou que em momento algum considerou que tivesse ocorrido qualquer crime, principalmente praticado por Victor e que, por isso, disse à policia que não tinha interesse na apuração do caso.

Na carta, Poliana afirmou que o marido não a machucou e nunca a machucaria, que ela fez o exame no IML para comprovar a inexistência de qualquer lesão e que, apesar do transtorno e da repercussão do caso, ela e o bebê estão bem.

Investigação

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para apurar o caso. Segundo a polícia, mesmo que Poliana apresente outra versão, as investigações vão continuar, porque, de acordo com a Lei Maria da Penha, registros de casos de agressão independem de representação da vítima para serem apurados.

Para assistir à reportagem completa do Fantástico, clique aqui