A humanidade guarda diversos mistérios ainda não respondidos. Um deles – e provavelmente um dos maiores – é o fato de os homens possuírem mamilos. Afinal, se eles não o utilizam, por que eles ainda existem? E qual é a origem dessa parte do corpo masculino que não é utilizada para nada?

O assunto é polêmico, e se você já se perguntou sobre isso, saiba que não é o único. De acordo com a lógica de Lamarck, os seres masculinos não deveriam mais conter essa parte do corpo. Mas por que elas ainda estão lá?

A ciência explica

A ciência tem uma explicação: quando o embrião é formado, ele ainda não possui um sexo. Assim, vários tecidos são criados antes mesmo de sabermos se nasceremos homens ou mulheres. Por isso, quando o cromossomo Y começa a “funcionar” e determina que aquele embrião será do sexo masculino, nosso “eu” embrionário já tem os mamilos desenvolvidos.

Alguns mamíferos, como o camundongo, têm um processo embrionário semelhante. Porém, quando o sexo é definido, uma proteína se torna responsável por “destruir” esse tecido mamário já formado. Além dos ratinhos, animais como o ornitorrinco e o cavalo também já nascem com o peito “lisinho”.

Outra explicação

Uma reposta alternativa – e bem direta – para esse questionamento: porque todo mamífero, seja macho ou fêmea, tem glândulas especializadas na produção de leite. Na maioria das espécies, a evolução fez com que essas glândulas se concentrassem nos mamilos, permitindo que o líquido saia só quando o filhote suga o peito.

No processo de desenvolvimento do feto humano, os mamilos aparecem independentemente das características específicas de machos e fêmeas. A diferença é que os homens não terão os hormônios que fazem as glândulas do leite funcionar, enquanto nas mulheres eles começam a ser fabricados horas depois do parto.

Os principais hormônios são a prolactina, que estimula a produção do leite, e a citosina, que permite a saída do líquido. Parece esquisito, mas em algumas situações os homens também são capazes de dar leite! Isso é mais comum na adolescência, quando os hormônios não estão equilibrados.