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“Viver uma vilã seria bom. Acho que já tenho maturidade para fazer isso.” Aos 63 anos de idade e com 45 anos de carreira, a atriz Regina Duarte , a eterna “namoradinha do Brasil”, diz que está num momento de transição e que tem recebido poucos convites para trabalhar. “Agora os espaços são para outras pessoas. Acho justo. Posso não ser mais a protagonista, mas vou fazer participações. E espero viver esse ajuste com dignidade”, afirmou.

A atriz começou a carreira na novela “A Deusa Vencida”, exibida pelo extinto canal Excelsior em 1965. De lá para cá, a atriz participou de mais de 40 produções, entre novelas, séries e filmes. Em 1974, Regina, que era escalada para interpretar mocinhas ingênuas, quis mudar pela primeira vez. “Senti que eu estava me repetindo, fazendo sempre as mesmas personagens. Eu já era mãe e continuava igual”. A personagem Bárbara, que interpretou na novela “Fogo sobre Terra” (74), foi o começo dessa mudança. “Pedi para [a autora] Janete [Clair] um papel mais de acordo com minha idade. Mas, de moça rebelde, a Bárbara acabou virando vítima, por causa de uma cegueira psicológica”, relembra.

Logo depois, Regina se afastou da TV e se dedicou ao teatro por três anos. “Eu queria mostrar que podia fazer outros tipos de papéis”. Mas a mudança nas telenovelas veio com a minissérie “Malu Mulher”, em 1979. “Era uma nova atriz, estava renascendo. A Malu era o retrato de uma nova mulher que estava surgindo”, contou a atriz.

Se Regina está fora da TV, Gabriela Duarte, a filha dela está no ar na novela “Passione”, em que interpreta Jéssica, mulher de Berillo (Bruno Gagliasso) que não consegue ficar sem sexo. “Ela tem esse dom [de atuar], que meus outros dois filhos não têm”, disse Regina , que já contracenou com a filha na Globo. “Foi maravilhoso contracenar com a Gabriela em ‘Por Amor’. Eu lembro que, quando ela fez ‘Chiquinha Gonzaga’, eu tive que entrar depois, porque ela tinha feito muito bem”, diverte-se.