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Muita gente resolveu atacar de DJ ultimamente e, cada vez mais, celebridades estão dando o ar da graça nas pick-ups de festas fechadas e até de casas noturnas (quem não se lembra de Jesus Luz e até de Luana Piovani discotecando?). Mas apesar da fartura de DJs entre o meio dos famosos, ainda faltava no cenário da música eletrônica brasileira um disque-jóquei mirim.

Com sete anos, o prodígio Vini Santana está surpreendendo baladeiros e chegou até a abrir um show de Luan Santana para cerca de 40 mil pessoas neste mês. O sucesso da parceria foi tanto que Luan convidou o garoto para abrir sua apresentação novamente, em um show em Piracicaba, no interior paulista, previsto para o dia 15 de agosto.

Segundo o pai Robson Rodrigues, produtor de festas, DJ e dono de uma balada em São Paulo, o garoto começou a se arriscar nas mixagens com seis anos, quando pediu a ele para ensiná-lo a manusear os equipamentos de música eletrônica.

– No ano passado, ele pediu para mexer no equipamento e começou a brincar. A gente percebeu que ele gostava, então ele começou a passar o som em festinhas que organizávamos. Até que os donos do rodeio de Itapecerica da Serra viram e o chamaram para abrir o show do Luan Santana. Ele tocou 40 minutos e para 40 mil pessoas.

Vini, que adora tocar o hit I Gotta Feeling, do Black Eyed Peas, em seus sets, revela que se interessou por discotecagem ao ver seu “pai tocando e ligando os equipamentos”. O garoto ainda conta que foi “legal” tocar no show da revelação sertaneja Luan Santana e que não se intimidou com o grande público.

– Foi legal [abrir o show] porque tinha muita gente. Mas eu não fiquei com medo porque o meu pai disse que nem ele tocou para tanta gente na sua vida.

Orgulhoso de seu filho, o pai ressalta o talento de Vini e afirma que, em 18 anos de carreira como DJ, nunca chegou a subir em um palco para 40 mil pessoas mesmo. Rodrigues, que ajuda o jovem DJ a escolher as músicas que vai tocar, também afirma que seu filho toca de verdade e não é só uma encenação, como muitas pessoas acham.

– Ele sabe mexer no equipamento e também sabe fazer os efeitos. Ele realmente toca e conta os compassos e batidas. Tem gente que acha que ele só dá o play e fica lá, mas não é isso.

Rodrigues ainda diz que o garoto tem bom gosto e “não gosta de funk, pagode ou axé”.

– Eu que ajudo o Vini a escolher o repertório, mas, se ele não acha a música legal, não toca. O foco dele é música eletrônica mesmo.

O pai também afirma que não leva o seu filho para qualquer lugar e que ele “só toca em festa de família”.

– Eu não foco isso para o Vini. Ele está fazendo o que gosta e não é em qualquer lugar que você vai ver o meu filho brincando.

Apesar da pouca idade, o pequeno DJ Vini já sabe o que quer da vida e pretende seguir com a carreira de discotecário. Mas segundo o pai do garoto, “ele precisa estudar muito” também. E para quem deseja fazer sucesso e tocar para uma grande plateia como Vini, o garoto deixa seu conselho.

– Presto bastante atenção enquanto estou discotecando, porque não gosto de errar nas mixagens.