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Estarrecida com o caso do goleiro Bruno, acusado de sequestrar e participar da morte da ex-namorada, Eliza, a atriz Christine Fernandes se viu na obrigação de contar ao seu filho, de 7 anos, sobre as investigações da polícia. Em seu blog, ela contou como foi difícil desmistificar o goleiro para o menino, que é flamenguista roxo e era fã de Bruno.

“Como explicar ao meu pequeno craque de 7 anos? Ele é futebol 24h por dia, daqueles que acorda com a bola no pé, e é a bola o último objeto no qual ele toca, antes de dormir. Um apaixonado e fã do Bruno, por ser goleiro do seu time. Como lidar? Imaginei que seria complicado deixar ele ser sugado pela notícia onipresente, sem alguma supervisão”, escreveu Christine, que preferiu não acusar Bruno de nada até que a polícia encerre o caso.

“Expliquei a gravidade dos atos que uma pessoa pode ter, ídolo ou não. Separei o Bruno do Flamengo na cabeça dele, poupei dos detalhes mais sórdidos, e deixei ele próprio chegar à conclusão que a camisa do Bruno não é mais tão atraente pra ele usar (uma curiosidade aí: ele só se veste com camisas de times e seleções, com direito a meião e tudo, roupa normal praticamente nunca, uma figuraça)”, contou.

Christine confessou que fica preocupada quando ouve seu filho dizer que quer se jogador de futebol. “Se já não sabíamos, depois de tantas notícias, entendemos que jogadores de futebol frequentam orgias onde existem mulheres que fazem daquilo seu esporte, e seu gol de placa se dá numa concepção de sorte. Quanto mais rico melhor”, desabafou a atriz, questionando o dinheiro que os jogadores ganham.

“Não estou aqui dizendo que deveriam ganhar menos, mas insisto que o dinheiro pode ser mortalmente corrosivo em indivíduos sem alguma espinha dorsal na vida, que pode ser família ou educação”, disse.

A atriz, que já disse outras vezes ser fã de esportes, criticou a importância do dinheiro no futebol, que o transformou em um negócio. Decepcionada, Christine encerra seu texto com um pedido: “Confio que minha educação traz alguns valores que salvarão sempre meu filho das armadilhas, das ciladas. Abençoarei sempre suas escolhas, mas gostaria muito que o futebol dos sonhos dele voltasse a ser mais esporte, como os outros esportes.”