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O popular cantor sul-coreano Kim Jong-hyun, que morreu aparentemente por suicídio na segunda-feira, 18, em Seul, aos 27 anos, deixou uma carta de despedida divulgada nesta terça, 19, na qual detalha seu estado depressivo

A nota foi divulgada na rede social Instagram, pela cantora Jang Hee-yeon, do grupo Dear Cloud e amiga íntima de Kim.

“Estou quebrado por dentro. A depressão que lentamente foi me destruindo, já me devorou, e não consegui superá-la. É incrível o quanto dói. Ninguém está mais atormentado, nem debilitado do que eu”, diz a carta escrita pelo vocalista.

O texto, que não se sabe quando foi escrito e enviado para Jang, também parece lamentar a sua exposição pública: “Ser famoso provavelmente não era meu destino. Eles me dizem que por isso estou tendo dificuldades… Por que eu escolhi isso?”.

A cantora amiga de Kim consultou sua família antes de tornar pública a carta, concluída com uma mensagem muito semelhante à que o artista enviou no dia de sua morte para o telefone de sua irmã, que avisou aos policiais.

Os agentes foram a um apartamento alugado por Kim, em Seul, onde o encontraram já inconsciente por aparente inalação de gases.

“Diga-me que isso é suficiente, que fiz bem. Embora você não possa sorrir, não se despeça me culpando. Você vez bem, você faz bem. Adeus”, termina a carta.

A polícia de Seul optou por não realizar uma autópsia, apoiada pela família do artista, por conta dos claros indícios de suicídio.

Kim começou na SHINee em 2008 como principal cantor da formação original. Depois de estourar como uma das maiores bandas de k-pop do país, ele deu início a uma bem-sucedida carreira solo, passou a compor e também fez participações no cinema e na TV.

O cantor tinha acabado de fazer seus últimos shows solo nos dias 9 e 10, em Seul, e gravado uma atuação em um programa da TV sul-coreano estava programada para ser transmitido na véspera de Natal. Em fevereiro, ele voltaria a se encontrar com o SHINee para fazer apresentações no Japão.

A agência que o representava, S.M. Entertainment, planeja organizar um espaço no Centro Médico Asan, em Seul, para que os sãs possam fazer homenagens.