© TV Globo Alice Wegmann como Maria, a mocinha de “Onde Nascem os Fortes”.

 

Quando você imagina uma mocinha da Globo, qual imagem aparece nos seus pensamentos? O quê, nada? Ok, vamos dar uma ajuda: provavelmente ela tem os cabelos longos, não? E ela é morena, já que os fios loiros normalmente são reservados para as vilãs… E magra, sem dúvida, ela é magra. E quanto a personalidade? Quer dizer, a falta dela, não é mesmo? Porque, assim, heroína de telenovela não é aquele poço de carisma, não, e, bem, muito por causa disso, o público sempre parece torcer muito mais pelas malvadas.

Felizmente, apesar dessa imagem da santa imaculada sem sal ainda estar forte no imaginário da brasileiro, nos últimos tempos, existe, sim, um esforço para uma representação mais tridimensional da mulher na indústria do entretenimento como um todo, algo mais próximo do real. A protagonista não espera mais dentro de um castelo pelo príncipe encantado que nunca vai aparecer, tampouco oferece a outra face para quem deixou ela dentro de um manicômio, pelo contrário, ela vai para a guerra e leva as próprias armas – sejam elas espadas, inteligência, o laço da verdade ou dragões. O sucesso absurdo da problemática “O Outro Lado do Paraíso” é a prova de que o público não quer ver uma protagonista passiva, quer ela também como uma agente do caos.

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