Foto: Alexandre Bassani

Do Ensaio para o Baile estará na Mostra Fringe, nos dias 6, 7 e 8 de Abril às 15h. Em abril de 2008, o grupo chamou atenção de alguns críticos do festival com o espetáculo Primavera, uma ousada releitura do clássico “O Despertar da Primavera” de Frank Wedekind. Em 2009, a Trupe apresentou dois espetáculos: “ Refugo” e “Dias de Campo Belo”. Ambos espetáculos foram destacados pela crítica do Festival. Dessa vez, dez anos depois da primeira apresentação no Festival, a Trupe irá com uma equipe de 25 pessoas para realizar três apresentações do espetáculo. Estreou em março de 2017, cumprindo temporadas no SESC Santo André, na FUNARTE-SP e no Espaço Parlapatões. Desde a sua estreia, o espetáculo vem chamando a atenção de muitos jovens e importantes educadores, tornando-se um evento sensível de reflexão de temas latentes de nossa atual sociedade.

O eixo central da dramaturgia de Do Ensaio para o Baile retrata as trajetórias dos personagens que se desenvolvem em pequenas fábulas cotidianas encaminhadas para a importância que esses jovens dão para o baile de formatura da escola. Cenas fragmentadas de um cotidiano jovem anunciam o sentimento de expectativa pelo último momento de relação desses jovens com a instituição escola.

Os diálogos são parte de uma dramaturgia que se completa no encontro com as outras linguagens presentes na encenação: nas relações políticas e temporais propostas pela narrativa áudio visual; na ampliação da percepção dos sentidos do texto visualmente dilatadas pelo movimento da dança; e no apontamento da realidade atual (caótica e complexa) proposta pelos seis números musicais.

Em Do Ensaio para o Baile, o Pequeno Teatro de Torneado dá início à sua pesquisa Colapsos Institucionais. Trata-se do desdobramento da pesquisa que iniciou o grupo, intitulada A Dramaturgia dos Moleques e que resultou em sete espetáculos e dezenas de exercícios cênicos.

O espetáculo faz parte de uma trilogia que trata de temas latentes que pulsam reminiscências em nossa sociedade e que estimulam os artistas da Trupe. O trabalho da Trupe resulta em um prazer em se incomodar. Com essa trilogia, questiona-se os lugares das instituições em nossa atual sociedade. Aqui a Escola é a instituição investigada e o jovem é o corpo político/afetivo por onde essa narrativa passa.

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