Da Redação 

A rede de supermercados Walmart foi condenada a pagar indenizações que totalizam R$ 22,3 milhões por danos morais e patrimoniais por condições impostas a funcionários do Paraná, do Distrito Federal, do Rio Grande do Sul e de São Paulo.

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(Foto: Divulgação)

O caso foi divulgado nesta sexta-feira (4) pela Folha de S. Paulo. A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT)  da 10ª região, em processo motivado pelo Ministério Público do Distrito Federal.

Segundo informações do processo, funcionários eram obrigados, por exemplo, a usar gritos de guerra, cantar hinos motivacionais e dançar em inícios de reunião e de jornada de trabalho (algumas testemunhas usam o termo “rebolado” nos depoimentos). Os funcionários afirmaram que os profissionais que não cantassem a música ou dançassem passavam por constrangimento.

Há ainda a acusação de que os trabalhadores deveriam trabalhar mesmo após bater o ponto e tinham dificuldades para ir ao banheiro e beber água.

De acordo com a sentença, o valor da indenização por dano moral coletivo (R$ 11,15 milhões) deve ser revertido a um fundo específico, a critério do Ministério Público do Trabalho. A quantia pelo dano patrimonial difuso, de mesmo valor, deve ser revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.

O outro lado

Em nota, o Walmart Brasil informou que vai recorrer da decisão e que os procedimentos adotados nas unidades “ocorrem em total respeito aos seus empregados e à legislação vigente”.