Agência Brasil

O Conselho de Administração da Petrobras, em reunião nesta sexta-feira (16) no Rio, decidiu pela venda de ativos no valor de US$ 2,1 bilhões. A maior transação é a alienação da participação de 35%, no Bloco BC-10, na Bacia de Campos, no Parque das Conchas, ao grupo chinês Sinochem, por US$ 1,54 bilhão.

Esse bloco fica a cerca de 100 quilômetros do litoral sul do Espírito Santo. A estatal tem como sócios a Shell, com 50% de participação; e a ONGC com 15%. Essas duas empresas parceiras têm direito de preferência, no prazo até 30 dias após a notificação. A transação estará concluída, após aprovação do Conselho Administratrivo de Defesa Econômica (Cade), da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) e da National Development and Reform Conmission da China (NDRC), órgão regulador do governo chinês.

Em outra transação, a Petrobras negociou 100% das ações de emissão da Petroquímica Innova S.A. (Innova) para a Videolar S.A. e seu acionista majoritário, pelo valor de R$ 870 milhões (US$ 372 milhões). Pela venda, os compradores vão assumir uma dívida de aproximadamente R$ 23 milhões.

A Innova, sociedade atuante no setor petroquímico de segunda geração, fica no Polo Petroquímico de Triunfo, no Rio Grande do Sul. A conclusão da transação também depende da aprovação do Cade.

A estatal anunciou ainda que está se desfazendo de contratos de farm-out (processo de venda parcial ou total dos direitos de concessão cedidos de uma companhia) no valor de US$ 185 milhões, referentes à totalidade da participação da Petrobras nos blocos MC 613 (Coulomb), GB 244 (Cottonwood) e EW 910, todos em produção e no Golfo do México, nos Estados Unidos.

A estatal também fechou contrato de compra e venda de 20% do capital votante da Companhia Energética Potiguar (CEP), com seu acionista controlador, Global Participações em Energia S.A, pelo valor total de R$ 38 milhões (aproximadamente US$ 16 milhões), a ser ajustado de acordo com condições previstas no contrato.

A CEP é responsável pela implantação, desenvolvimento e exploração das usinas termoelétricas Potiguar e Potiguar 3 em Macaíba, Rio Grande do Norte, além da comercialização da energia gerada, sob a forma de produtor independente de energia elétrica, e da transmissão.