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O número de famílias curitibanas endividadas caiu 7% em setembro, em comparação a agosto, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada pela Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio PR).

O percentual de famílias que se declarou endividada este mês foi de 86,4%, inferior ao de agosto, que foi o maior registrado nos últimos dois anos, com 93,5%. Os consumidores com renda acima de dez salários mínimos possuem o maior nível de endividamento, com 92,3%. Apesar da queda de 5,1 pontos percentuais em relação a agosto, o maior controle das dívidas ocorreu entre aqueles que recebem até dez salários mínimos, que passaram de 92,7% em agosto para 85,2% setembro, configurando uma redução de 7,5%.

Os dados demonstram que as pessoas estão mais focadas em quitar suas dívidas do que contrair novos compromissos financeiros. A restrição ao crédito cresce, e somada à cautela do consumidor, poderá gerar um cenário menos favorável ao comércio, com retração nas vendas.

Com relação ao tipo de dívida, 63,7% dos entrevistados atribuem ao cartão de crédito seu principal motivo de comprometimento financeiro. O percentual alto das dívidas com cartão de crédito deve-se à facilidade na hora da compra e possibilidade de parcelamento sem incidência de juros. Além disso, muitos consumidores mantêm mais de um cartão ativo e acabam acumulando débitos. Na sequência, ficam o financiamento de veículos (13,4%) e o financiamento imobiliário (10,9%). Em percentuais menores, foram citados outros tipos de débitos: carnês (7,9%), crédito pessoal (1,8%), cheque especial (0,9%), crédito consignado (0,7%) e cheque pré-datado (0,5%).

A PEIC mostra ainda que 16,4% das famílias entrevistadas mencionaram estar muito endividadas, sendo que 20,3% possuem contas em atraso. No entanto, apenas 7,8% acreditam que não conseguirão pagar suas dívidas no próximo mês. Nas famílias com renda inferior a dez salários mínimos esse percentual é de 9,3% e de 2,6% nas famílias com rendimentos em patamar superior. Destaque-se que o devedor só é considerado inadimplente após noventa dias de atraso.