Da AEN

A produção industrial do Paraná cresceu pelo terceiro mês consecutivo e expandiu 0,9% em maio, na comparação com abril, contra queda de 2% para o Brasil. O ganho acumulado do Estado em três meses foi de 6,5%. Pelo resultado de maio, o desempenho paranaense foi o terceiro melhor dos 14 estados pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (5), pela Pesquisa Industrial Mensal Regional – Produção Física (PIM-PF).

Nove dos locais pesquisados apresentaram retração na produção industrial. Apenas Goiás Goiás (3,2%) e Minas Gerais (1,1%) obtiveram resultado melhor que o Paraná, cuja performance foi impulsionada pelos ramos de edição e impressão, refino de petróleo e álcool e bebidas.

Em relação a maio do ano passado, a produção fabril paranaense avançou 4,7%, ante aumento de 1,4% para a indústria brasileira. Foi o terceiro melhor resultado do País, atrás apenas de Amazonas (6,6%) e Bahia (5,5%).

Segmentos

Dos 14 segmentos investigados, sete apontaram alta, e as principais influências positivas foram edição e impressão (33,2%), devido a maior fabricação de livros, brochuras ou impressos didáticos e jornais; veículos automotores (16,1%), impulsionado pelo aumento na produção de caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques e automóveis; minerais não metálicos (11,8%), pela maior produção de cimentos Portland; mobiliário (4,4%); e máquinas e equipamentos (3,6%), com maior fabricação de tratores agrícolas e refrigeradores e suas partes e peças.

O indicador acumulado para os cinco primeiros meses de 2013 da indústria do Estado encolheu 0,1%, frente aceleração de 1,7% para o complexo nacional, exibindo o quinto pior resultado. Todavia, mostrou redução no ritmo de queda em relação ao acumulado de janeiro-abril (-1,6%). A contração foi determinada por cinco dos 14 segmentos, com impactos negativos vindos dos ramos de edição e impressão (-27,2%), apesar da recuperação do índice mensal; celulose (-8,0%), com menor fabricação de papel-cartão ou cartolina e papel; e produtos de metal (-6,9%), devido a queda na produção de correntes cortantes de serras.

No índice acumulado em 12 meses, encerrados em maio, a produção regional ficou estável, repetindo o decréscimo de 7%, diante variação negativa de 0,5% para o parque manufatureiro do País. A indústria paranaense registrou o segundo pior resultado, à frente apenas do Espírito Santo (-8,2%).

Análise

“Apesar do melhor desempenho, a indústria do Paraná, a exemplo da nacional, sente os reflexos do encolhimento não apenas da demanda externa, provocada pela desaceleração da economia internacional, mas também da demanda interna”, analisou Ana Silvia Martins Franco, técnica do Núcleo de Macroeconomia e Conjuntura do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Ana Silvia explicou que a queda no consumo foi influenciada pela elevação da inflação, por conta da deterioração dos salários. Com a queda nas exportações, houve acúmulo de estoques nas empresas, o que também colaborou com o índice.

“Os resultados registrados em maio e nos cinco primeiros meses do ano mostram que a indústria paranaense apontam recuperação dos níveis de produção, determinados pelo aumento da renda do agronegócio, aliados à política de atração de investimentos e da valorização do setor produtivo, por conta do Programa Paraná Competitivo que já atraiu mais de R$ 20 bilhões em investimentos para o Estado”, disse Ana Silvia.