Redação com Reuters
O dólar opera em alta nesta segunda-feira (27), após a presidente Dilma Rousseff ter sido reeleita para um segundo mandato. De acordo com a agência Reuters, o dólar chegou a disparar mais de 4% logo após a abertura dos negócios, indo ao patamar de R$ 2,56 e voltando às máximas desde 2008, quando valor atingiu R$ 2,6190 em dezembro daquele ano.

Ainda pela manhã, a Bovespa registrava fortes perdas logo após a abertura dos negócios. Às 10h28, o Ibovespa recuava 5,54 por cento, a 49.061 pontos, pressionado principalmente por ações de estatais como a Petrobras e por bancos.

De acordo com profissionais do mercado ouvidos pela Reuters nesta manhã, o mercado prefere vender enquanto aguarda os novos passos do governo para lidar com os significativos desafios no campo econômico. A expectativa é grande em torno do anúncio da nova equipe econômica, em especial de quem assumirá o lugar de Guido Mantega no Ministério da Fazenda.

“No primeiro momento, o mercado não irá dar o benefício da dúvida a ela (Dilma)”, disse o gestor de um fundo no Rio de Janeiro, pedindo para não ser identificado.

Operadores não descartam que seja acionado o mecanismo de “circuit breaker”, que controla a oscilação do Ibovespa, interrompendo as negociações por trinta minutos quando a queda alcança 10 por cento. Após esse intervalo, o índice volta a ser transacionado, mas se a queda alcançar 15 por cento, as operações voltam a ser suspendidas, desta vez com intervalo de 1 hora. Se a queda alcançar 20 por cento, ocorre a suspensão dos negócios por prazo a ser definido pela bolsa.

Dólar

Na sexta-feira (24), a divisa norte-americana havia caído 2,26 por cento em meio a rumores de que o desempenho do candidato Aécio Neves (PSDB) nas urnas, derrotado por Dilma no domingo, seria melhor.

“O mercado está operando no escuro”, afirmou o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira. “Nós sabemos quem é o presidente, mas agora queremos saber quem é o ministro da Fazenda e como de fato vai ser esse próximo governo. Só aí vai dar para saber onde o dólar vai se acomodar”.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, pelas atuações diárias. Foram vendidos 3,1 mil contratos para 1º de junho e 900 contratos para 1º de setembro de 2015, com volume equivalente a 197,2 milhões de dólares.

O BC também fará nesta sessão mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em 3 de novembro, que equivalem a 8,84 bilhões de dólares, com oferta de até 8 mil contratos. Até agora, a autoridade monetária já rolou cerca de 80 por cento do lote total.