Por Denise Mello e Felipe Ribeiro

Imóvel foi leiloado – Foto: Divulgação

Após duas tentativas frustradas de leilão, o imóvel onde está localizado o Shopping Total, no Portão, em Curitiba, foi vendido nesta terça-feira (14) a um fundo imobiliário do Rio de Janeiro. De acordo com informações repassadas pelo leiloeiro oficial, Helcio Kronberg, o lance vencedor foi de R$ 144.444,440,00. O valor será repassado integralmente aos credores da massa falida da Hermes Macedo.

“O leilão teve lance único feito pelo Fundo de Investimento Imobiliário Diamante, do Rio de Janeiro. O valor de R$ 144 milhões terá um sinal de 20% e o restante será pago em 60 parcelas, como previa o edital. A carta de arrematação será emitida nesta quarta-feira (15) com o pagamento do sinal e o novo dono poderá tomar posse assim que pagar o ITBI (Imposto sobre Transferência de Bens Imóveis). A partir daí, terá livre uso do imóvel”, explicou o leiloeiro à Banda B.

O terreno tem 31 mil metros quadrados, com área construída averbada de 41 mil metros quadrados e mais 44 mil metros quadrados não averbados. No Total funcionam mais de 300 lojas e cinco salas de cinema desde 1997. O estacionamento tem capacidade para 1,5 mil vagas.

De acordo com o leiloeiro, o novo dono do imóvel do Shopping Total terá total liberdade para fazer o que quiser com o imóvel, mas como o grupo já tem shoppings em seus investimentos, é provável que mantenha o negócio no local negociando com cada lojista. “Com a arrematação se desfaz todo o contrato de locação que exista no imóvel. Se o fundo continuar com o shopping, o que deve ser o interesse do grupo, será negociada a locação do espaço com cada lojista”, explicou.

No local do shopping funcionava antigamente um centro de distribuição da HM. O Total pagava aluguel à massa falida até 2014. Depois, o imóvel havia sido arrematado pela G2 Consult, empresa de São Paulo ligada aos donos do shopping, Michel Gelhorn e Eduardo Bekin. A G2 se propôs a pagar o lance mínimo, de R$ 120 milhões, com entrada de 20% e o restante parcelado em 48 meses. A empresa, entretanto, quitou a entrada e realizou o pagamento da primeira parcela e o equivalente a metade da segunda. Por causa da inadimplência, a juíza substituta Diele Denardin Zydek, da 1.ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, anulou o negócio no fim de setembro e um novo leilão foi marcado.

“Esta operação de venda do imóvel onde está o Shopping Total é de extremo interesse social porque com isso termina-se de pagar grande parte dos credores da massa falida da HM e com a venda de alguns poucos imóveis remanescentes deve-se se pagar a totalidade dos credores”, finaliza Helcio Kronberg.