Redação com Agência Brasil

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O saldo líquido da geração de empregos em julho passado foi o pior dos últimos dez anos, com a criação de 41,4 mil postos – resultado de 1.781.308 admissões e 1.739.845 demissões. Um desempenho pior só havia sido registrado em julho de 2003, com 37,2 mil. No mesmo mês do ano passado, o volume de empregos gerados foi 142,4 mil – mais de 100 mil a mais do que neste ano.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (21) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

No Paraná não foi diferente. O estado registrou apenas 1.800 vagas no saldo entre trabalhadores admitidos e desligados no estado durante o mês. O resultado é quatro vezes menor do que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando houve a criação de 7.458 vagas de emprego no estado. Em comparação com junho deste ano, que viu a criação de 5.894 postos de trabalho, julho teve crescimento três vezes menor. Os números se referem a trabalhadores com carteira assinada.

Pior desempenho

Com relação aos sete primeiros meses de 2013, o país teve o pior desempenho desde 2009, com a criação de 907,2 mil postos de trabalho com carteira assinada. No mesmo período de 2009, haviam sido criados 397,9 mil postos, enquanto, de janeiro a julho de 2012, o saldo foi 1,3 milhão.

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, informou que o desempenho do mercado de trabalho nos sete primeiros meses do ano está de acordo com as perspectivas da economia do país. “O mundo todo está [com geração de emprego] negativo e nós estamos positivos. Essa é a nossa realidade. Estamos crescendo, o emprego está crescendo. Não é o número que eu gostaria que fosse, mas é um crescimento de acordo [com o da economia brasileira]”, explicou Dias.

De acordo com o ministério, esse número revela, ainda assim, sinais de perda de dinamismo na geração de emprego.

Os setores com os desempenhos mais expressivos nos primeiros sete meses do ano foram os de serviços, com saldo de mais de 384,1 mil postos criados; indústria (198 ,3 mil); e construção civil (146,6 mil). Os piores resultados foram no comércio, com saldo de fechamento de 3,3 mil vagas nesse mesmo período; e no setor de extração mineral, com a criação de 2,2 mil postos.

Em relação a julho, os setores com os piores resultados foram o de serviços industriais (-1,3 mil) e extração mineral (-236). Os melhores o de agropecuária (18,1 mil), serviços (11,2 mil) e indústria (7,1 mil).

Os estados com a mais quantidade de fechamento de postos foram Rio Grande do Sul (-3,6 mil), Pernambuco (-2,9 mil) e Espírito Santo (-1,9 mil). Os estados com os melhores resultados em julho foram Minas Gerais (11,6 mil), São Paulo (8,4 mil) e Mato Grosso (8,4 mil).

Dias não confirmou a previsão de 1,4 milhão para o saldo de postos gerados em 2013, como havia sido anunciado no mês passado. “Acredito que [o mercado] vá melhorar porque há investimentos suficientes para gerar novos empregos. O empresariado está investindo. Para o próximo mês, vamos torcer que melhore. A tendência é a recuperação”, informou o ministro.