Redação com assessoria

hsbcProtesto em frente ao HSBC na Rua XV nesta segunda-feira – Foto: Joka Madruga/SEEB Curitiba

Continua nesta segunda-feira (10), a paralisação dos trabalhadores do HSBC da base do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região. Na última quinta-feira (6), o banco inglês iniciou um processo de demissões em massa que já dispensou 200 funcionários somente na capital paranaense, podendo chegar a mil demitidos em todo o país.

Na sexta-feira (7), o Sindicato paralisou Centros Administrativos HSBC Palácio Avenida, Vila Hauer, Xaxim e Kennedy e mais nove agências em Curitiba, na tentativa de pressionar o banco a abrir o diálogo sobre as demissões com o movimento sindical. Nesta segunda-feira, mais cinco agências forma fechadas em Curitiba e Região.

Hoje (10), além dos quatro Centros Administrativos, segundo o Sindicato dos Bancários, estão fechadas 14 agências: André de Barros, Brasílio Itiberê, Ceasa, Centro Cívico, Comendador Araújo, Hauer, João Negrão, Juvevê, Marechal Deodoro, Mercês, Novo Mundo, Orleans, Parolin e Passarela. A paralisação é por tempo indeterminado. Em Curitiba e região, são 34 agências bancárias do HSBC e cerca de 5,5 mil funcionários.
Em dezembro de 2013, apesar das várias reestruturações em curso, o Sindicato informou que a direção do HSBC garantiu ao movimento sindical que não ocorreriam demissões em massa, nem fechamento de agências.

Reunião

O Sindicato realizou, na sexta-feira (7), uma reunião com todos os demitidos do HSBC até aquela data. Mais de 80 bancários estiveram no Espaço Cultural para receber orientações sobre seus direitos e como proceder na ocasião. Além disso, ficou definido que a assessoria jurídica da entidade irá avaliar a possibilidade de ingressar com uma Ação Civil Pública (ACP) junto ao Ministério Público do Trabalho.

De acordo com o Banco Central, o HSBC era o sétimo maior banco em operação no Brasil em junho, com ativos de R$ 163,3 bilhões, e o segundo maior banco estrangeiro em atividade no país.

A direção do banco não se manifestou até o momento sobre o fechamentos das agências e centros, nem sobre as demissões.