Redação com Estadão


De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física está defasada em 83,12% desde 1996. Se a tabela fosse corrigida pelos índices de inflação, a faixa de isenção seria até R$ 3.460,50.

O estudo levou em consideração a inflação acumulada no período e as correções feitas na tabela. Para 2016, a estimativa usada para a inflação foi a do boletim Focus, de 30 de dezembro, divulgado pelo Banco Central (BC), para o fechamento do IPCA de 2016 em 6,36%.

O sindicato destaca que a não correção da tabela do Imposto de Renda pelo índice de inflação faz com que o contribuinte pague mais imposto do que pagava no ano anterior.

Este ano, as declarações devem ser apresentados do dia 2 de março ao 28 de abril. Este prazo de entrega será mais curto que nos anos anteriores.  Precisam declarar o IR de pessoa física quem recebeu a partir de R$ 2.342,65 por mês em 2016, ou na soma total dos 12 meses, a partir de R$ 28.123,91.

Uma das principais mudanças para o contribuinte é que agora os dependentes com 12 anos de idade deverão ter CPF para serem relacionados no imposto. A medida é para que o governo tenha ainda mais controle de fiscalização.

Para evitar problemas, o especialista orienta que o contribuinte deve prestar bastante atenção nas informações prestadas à receita federal, que conta hoje com programas de dados modernos e eficientes no cruzamento de dados.

A plataforma do IR na página da Receita Federal na internet vai estar liberada para uso no dia 2 de março.