Da Redação

Impulsionada por uma alta de 33,11% no valor do tomate, Curitiba registrou no mês de outubro a maior alta no valor da cesta básica entre todas as capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo com o levantamento, a alta total em Curitiba chegou aos 4,37%. Com o crescimento, o valor mínimo gasto para suprir as despesas de um trabalhador e sua família é de R$ 314,25.

tomateFoto: Divulgação

Das 18 capitais pesquisadas, houve aumento dos preços no conjunto de bens alimentícios essenciais em 12 cidades. Além de Curitiba, as maiores altas foram registradas em Curitiba em Porto Alegre (3,96%), Campo Grande (3,93%) e Florianópolis (3,64%).

Em preço, Florianópolis foi a cidade onde se apurou o maior valor para os produtos essenciais, com um total de R$ 353,18. A segunda maior cesta foi observada em São Paulo, R$ 341,04. Os menores valores médios para o conjunto de gêneros básicos foram verificados em Aracaju (R$ 232,82) e Salvador (R$ 257,80).

Com base no custo da cesta básica mais cara, a de Florianópolis, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.967,07, ou seja, 4,10 vezes o mínimo em vigor, de R$ 724,00.