Da Redação

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (29) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) mostra que 87,5% das famílias do Paraná possuem algum tipo de dívida. Em relação ao mês de setembro, o percentual teve leve queda, já que era de 88,4%. Já em relação a outubro de 2013, quando o patamar de endividados era de 86,1%, houve aumento de 1,4 pontos percentuais.

O cartão de crédito continua como o principal motivo das dívidas dos paranaenses, com 66%, seguido pelo financiamento de veículos com 9,1%, pelo financiamento imobiliário, com 10,4%, e pelos carnês, com 73%.

Os indicadores paranaenses seguem a tendência nacional, que também apresentou queda. O percentual de famílias brasileiras que relataram ter dívidas alcançou 60,2% em outubro, uma queda de 2,9 em relação aos 63,1% observados em setembro, como também um recuo em relação aos 62,1% de outubro de 2013. No entanto, o Paraná continua sendo o estado com o maior índice de endividamento.

Os consumidores que estão com contas em atraso representam 23% em outubro, ante 23,6% em setembro e 24,4% em outubro do ano passado. No universo dos endividados, 54% possuem débitos atrasados há mais de 90 dias, o que é caracterizado como inadimplência. O percentual está acima do registrado em setembro, que era de 45,9%, e abaixo de outubro de 2013, quando chegou a 57,5%. Nas famílias com renda de até dez salários mínimos, o índice de endividados com contas em atraso acima de 90 dias é de 55,7%. E nas classes com renda superior a dez salários mínimos, 45,8% estão com dívidas atrasadas há mais de três meses. O tempo médio de comprometimento com dívidas ficou em 7,2 meses em outubro.

A pesquisa também revela que 10,1% dos consumidores não terão condições de quitar suas dívidas em outubro. No mês passado, o indicador foi de 8,6% e em outubro de 2013 era 11,8%.

De maneira geral, 24,5% das famílias se consideram muito endividadas. Nesse grupo, os que se enxergam como mais ou menos endividados são 44,4%; os pouco endividados somam 18,6% e há os que não possuem dívidas desse tipo, que correspondem a 12,5%.

A parcela da renda comprometida com dívidas é de 30,9%. A maioria dos endividados, 71,9%, compromete de 11% a 50% de seus rendimentos com as contas mensais; 12,7% reservam até 10% do orçamento e apenas 15,2% comprometem mais de 50% da renda com dívidas.