Redação com Folha e Correio Braziliense

As operadoras Claro e Vivo fecharam acordo com o banco BTG Pactual para, junto com a Oi, comprar a TIM Brasil, a segunda maior empresa do mercado brasileira, e reparti-la em três.

O valor não está fechado, mas pode chegar a R$ 31,5 bilhões, o maior negócio no setor no país. São cerca de R$ 30 bilhões, mais um prêmio de 5% pago aos acionistas, incluindo minoritários.

A Folha apurou que será feita uma oferta aberta aos acionistas da Telecom Italia, dona da TIM Brasil, que decidirão em assembleia.

Os principais acionistas, como a francesa Vivendi, tendem a aceitar. Ainda não está definido o que acontece com os clientes.

Diante dos altos investimentos necessários para entrar no nova tecnologia 4G, as empresas buscam se unir, mas, na opinião de especialistas, essas negociações não serão de fácil aprovação pelos órgãos reguladores brasileiros. O mercado, contudo, gostou da movimentação que vai reduzir a prestação de serviços de telecomunicações das atuais quatro grandes operadoras para três gigantes. As ações das companhias do setor ficaram entre as únicas quatro valorizações do pregão de ontem na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa), que caiu 2,45%. Os papéis da TIM tiveram a maior alta do dia, de 5,36%, enquanto os da Telefônica do Brasil subiram 1,35% e os da Oi, 1,25%.

A entrega da proposta está condicionada à venda, por parte da Oi, da Portugal Telecom (PT) em Portugal, um negócio que deve ser fechado na próxima semana.

Procuradas, Claro, TIM, Oi e Vivo não comentam o assunto. Porém, no fim de semana, o presidente executivo da Telecom Italia, Marco Patuano, deu a entender que está aberto a negociações, apesar de ter dito antes que a subsidiária brasileira era estratégica para a companhia italiana. “A TIM Brasil é um ativo- chave, mas estamos abertos a todas as opções.”

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